E não é que hoje tem?!

Publicado em 6 de junho de 2011
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Fátima Lisboa Collaço. Especialista em Geoprocessamento. Nasceu em Iguape

Quem morou no Canto do Morro até início dos anos 90, na época da balsa, sabe bem do que vou falar.

Ir à praia de Ilha Comprida sempre foi um dos programas para finais de semana e férias. Ir e voltar à pé do Canto do Morro até o porto da balsa, principalmente voltar, sempre foi sacrificante, ainda mais em dias de sol forte. De bicicleta também era uma aventura.

Lembro que inúmeras vezes fazendo este trajeto eu sonhava em que um dia tivesse um ônibus que passasse no Canto do Morro e fosse até Ilha Comprida.

Naquela época isto era surreal!

E não é que hoje tem?!

Elogio ao Projeto Museu em Rede!

Publicado em 19 de maio de 2011
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Recebemos no dia 16 de maio de 2011 uma mensagem, um tanto gratificante, da Paróquia e Santuário Nossa Senhora da Guia, em Eldorado, e resolvemos compartilhá-la com vocês que acompanham, incentivam e compartilham da mesma paixão em resgatar e preservar a memória coletiva. Segue a mensagem recebida por nossa equipe.

A Paróquia e Santuário Nossa Senhora da Guia vem por meio deste demonstrar sua alegria de conhecer este projeto. Conhecer a história do lugar onde você mora e, principalmente, conhecer as pessoas que ajudaram a fazer esta história é muito importante. Obrigado.

Igreja Nossa Senhora da Guia

João Carlos Pinto

Publicado em 5 de maio de 2011
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Eu conheci minha esposa em Santos, casei em 1972. A família toda da minha esposa é daqui do Vale do Ribeira, de Sete Barras, de Registro, sou de Santos mas por causa deles eu acabei vindo para o Vale, por causa das cidades que são menores e é mais tranqüilo, sossegado e a poluição, não tem! O ar puro daqui não se compara.

João Carlos nos conta uma parte de de sua vida e como chegou ao Vale do Ribeira.

Ronaldo José Ribeiro

Publicado em 5 de maio de 2011
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Quando nós morávamos em Londrina, a minha família já vinha passar as férias aqui, no Vale do Ribeira, em Ilha Comprida e eu conheci Registro e o Bom Jesus de Iguape já nessa época. Quando eu estava quase para entrar na faculdade eu e mais três amigos fizemos uma viagem, daquelas de estudante, para acampar aqui, por essa região.

Ronaldo compartilha conosco como foi sua viagem com amigos à Registro e momentos marcantes da cidade.

O ar puro daqui não se compara

Publicado em 4 de maio de 2011
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João Carlos Pinto de Castro
Nasceu em 30/09/1949 em Funchal, Ilha da Madeira, Portugal. É aposentado.

Eu morava lá na Ilha da Madeira e eu só me lembro um pouquinho da casa onde morava. Tinha de cinco para seis anos. A única coisa que lembro era de que era muito bonito, bonito de morrer! A Ilha da Madeira é famosa no mundo inteiro! Inclusive, até eu vou acrescentar um detalhe que o Frank Sinatra antes de vir para o Brasil ele visitou a Ilha da Madeira.

O meu pai é brasileiro e minha, portuguesa. Eles casaram lá. Meu pai veio para cá primeiro, sozinho, e a gente veio depois de uns quatro, cinco anos, eu vim junto com a minha mãe. Eu vim de viagem de navio para cá e nós aportamos em Santos. Ficamos lá. Naquela época, há muitos anos, tinha muita chácara e meu pai tinha uma chácara, era agricultor, plantava verdura e os filhos ajudavam. Nós éramos em quatro filhos, a gente ajudava na agricultura e vivia disso.

Eu sempre ajudava meu pai, mas aconteceu um acidente na família e a gente teve que sair para trabalhar por conta própria para a sobrevivência. Eu fui trabalhar no comércio, numa fábrica de confecção. Entrei como ajudante, cheguei a vendedor, porque tinha a loja e a confecção. Depois disso, eu entrei na Codesp, no Porto de Santos. Trabalhei quatro anos lá e em algumas empresas pequenas até que eu entrei na Eletropaulo, fiquei 11 anos lá e me aposentei.

Eu conheci minha esposa em Santos, casei em 1972. A família toda da minha esposa é daqui do Vale do Ribeira, de Sete Barras, de Registro, sou de Santos mas por causa deles eu acabei vindo para o Vale, por causa das cidades que são menores e é mais tranqüilo, sossegado e a poluição, não tem! O ar puro daqui não se compara.

A gente fazia o vai-e-vem mas daí ela decidiu: “Vamos!”. Em 1988, eu estava sem fazer nada lá em Santos e nós viemos para cá, montamos um comércio mas não deu certo, foi uma essa tentativa. Viemos em 1994, com um bom serviço, aí estabilizou de vez e viemos todo mundo. Meus filhos, que eu tenho três, se formaram aqui. Hoje, a minha vida é fazer o social, eu estou lutando para colocar para funcionar o “Clube da Melhor Idade”. Eu trouxe essa ideia de São Vicente, eu visitei três vezes, um espetáculo, com fisioterapia, massagens, caminhadas, uma maravilha. O meu sonho é colocar o “Clube da Melhor Idade” para funcionar, até pelo lado das massagens… E quem acima de cinquenta anos não tem dor na coluna? Um trabalho social que vai mexer com a vida com pessoas com mais de cinquenta anos.

Eu me sinto registrense!

Publicado em 4 de maio de 2011
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Ronaldo José Ribeiro
Nasceu 24/08/1964 em Assis, São Paulo. Agrônomo e cientista social.

A minha cidade de nascimento é Assis, mas eu vivi em Maracaí até meus sete anos de idade, nós morávamos numa casa bem grande, com pés de jabuticaba, manga. Depois disso nós nos mudamos para Londrina, no Paraná. Nessa época, o meu pai trabalhava numa agência bancária e depois ele trabalhou numa empresa de adubos, que vendia produtos agrícolas, inclusive esse foi o motivo da nossa mudança. Londrina era uma cidade muito grande, muito grande. Eu me lembro do cheiro do café porque na entrada da cidade tinha uma fábrica de café solúvel e aquela fumaça e aquele cheiro de café invadia a cidade. Eu lembro também que o saquinho de leite foi uma novidade para mim porque em Maracaí conhecia aquele leite que os meus avôs e meus tios traziam, em garrafa de vidro, para a gente.

Quando nós morávamos em Londrina, a minha família já vinha passar as férias aqui, no Vale do Ribeira, em Ilha Comprida e eu conheci Registro e o Bom Jesus de Iguape já nessa época. Quando eu estava quase para entrar na faculdade eu e mais três amigos fizemos uma viagem, daquelas de estudante, para acampar aqui, por essa região, passamos em Ilha Comprida, passamos no Marujá, na Ilha do Cardoso, fomos até a Ilha do Mel, no Paraná. Foi uma viagem bacana, todo mundo de mochila nas costas e viajando. E naquela viagem, nós perdemos uma conexão de ônibus e tivemos que dormir aqui em Registro. Nessa praça onde era a antiga rodoviária de Registro, nós perguntamos e nos indicaram o Hotel Guanabara, ainda o prédio tem aqui mas não é mais hotel, era um calor infernal. Foi a primeira vez que eu dormi em Registro. Nunca imaginava que dez anos depois eu iria me mudar para a cidade e viver por aqui, como eu vivo, a mais de 20 anos!

Durante o ano a cidade de Registro tem muitas festas. As festas da colônia japonesa são muito importantes para a cidade. E a colônia tem uma influência econômica e cultural muito importante para a cidade. Em novembro, no dia de finados, eles cultivam muito a ancestralidade, então aqui tem a festa do Tooro Nagashi que são barquinhos de madeira com velas que cada família dedica a um membro da família, qualquer pessoa pode fazer isso e no dia de finados à noite, esses barquinhos, que são em torno de cinco mil, são colocados no rio e descem o Rio Ribeira e é muito comum as pessoas falarem que eles chegam até o oceano porque vão descendo a correnteza do rio e é muito bonito! É uma festa muito bonita, colorida!

Em Registro, eu tenho vários fatos marcantes. Eu e a Sandra nos casamos aqui, apesar de a nossa família ser de fora. Minha família, metade em Maracaí, metade em Londrina. A da Sandra, metade em Minas, metade em Goiás. Meus filhos nasceram aqui. Eu cheguei atrasado para o nascimento da minha filha! Eu estava numa reunião, sinal da nossa vida atribulada aqui! É a cidade que eu vivo a mais tempo, eu me sinto registrense!

Gaspar Furquim

Publicado em 3 de maio de 2011
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Gaspar Furquim, 70 anos, morador da comunidade quilombola.

Meus pais sempre trabalharam na roça para nos criar, eram doze pessoas na família, depois que estavámos todos criados quem foi trabalhar na roça fomos nós.
Plantávamos feijão, milho, arroz, café e cana e vivíamos destas plantações. Depois de todos casados e com filhos, criamos todos com as mesmas tradições de nossos pais.

Júlio Alves, Funcionário Público

Publicado em 29 de abril de 2011
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Júlio Alves, funcionário público, Sete Barras.

Sou bastante preocupado com a questão ambiental e quando entrei na prefeitura fui para o departamento ambiental, hoje trabalho em um outro setor mas continuo dando apoio ao departamento ambiental nas horas que tenho de folga.

Gilberto Ota de Oliveira Biólogo e Agricultor

Publicado em 28 de abril de 2011
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Gilberto Ota de Oliveira, Biólogo e Agricultor, trabalha na Casa da Agricultura, Sete Barras.

Trabalho junto a comunidade com agricologia, hoje me considero um ecossocialista preocupado com as gerações futuras, com a proteção do meio ambiente e a preservação da mata atlântica.

Magda Oki

Publicado em 27 de abril de 2011
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Magda Oki, recepcionista do Memorial da Imigração Japonesa, Registro.

Meu interesse pela cultura japonesa é muito grande por ser neta de japoneses e pelo fato de meu avô ter sido um dos primeiros imigrantes a vir para Registro. Eu quero criar projetos para melhorar o museu e manter a história de nossos antepassados.

Moisés Moreira

Publicado em 26 de abril de 2011
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Moisés Moreira, nascido em Eldorado, 42 anos.

Sempre aconteciam enchetes por aqui, e a primeira vila da cidade foi tomada pela água da enchente e então mudaram a vila para o alto. Com isso houve a miscigenação cultural que existe hoje, moradores passaram a viver da produção de artesanato, os quilombolas, mantendo seus costumes, lendas e tradições.

Josenei

Publicado em 25 de abril de 2011
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Josenei, chefe do Parque Estadual da Caverna do Diabo.

Trabalho na área ambiental há quase 20 anos. Uma especificidade da Caverna do Diabo é ter a maioria dos monitores membros das comunidades quilombolas, hoje elas trabalham envolvidas em atividades de educação ambiental.

Iguape: Princesa do Litoral

Publicado em 20 de abril de 2011
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A Estância Balneária de Iguape recebeu o projeto Museu em Rede nos dias 26 e 27 de Fevereiro e os depoimentos de seus moradores você encontra clicando aqui, e confere suas belas paisagens nas imagens abaixo:

Âncora e Barco no calçadão

Centro de Informações Turísticas

Álvaro Soares - Artesão

Basílica do Bom Jesus de Iguape

Pôr do Sol

Praça Central

A tia de José e a moça de minissaia

Publicado em 20 de abril de 2011
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José Arimatéia Barbosa, 65 anos

Eu havia mudado há dias do sítio onde morava para a cidade, quando vi pela primeira vez uma moça de minissaia em Eldorado. Ela atravessava a Praça Nossa Senhora da Guia seguida por um bando de moleques barulhentos.
Eu estava com uma tia que tinha especial predileção por uma prima minha ainda adolescente. Virando-se para ela, minha tia falou em tom sério: “Eu preferia você no caixão, a vê-la com uma roupa igual a essa”.

Registro: “Capital do Chá”

Publicado em 19 de abril de 2011
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A cidade de Registro recebeu o projeto Museu em Rede nos dias 19 e 20 de Fevereiro, e você pode ter acesso aos depoimentos colhidos na cidade clicando aqui, além de conferir imagens da “Capital do Chá” logo abaixo:

Arco Japonês

Memorial da Imigração Japonesa em Registro

Ferramentas em exposição

Marina Oki - Registro

Material em exposição

Lembranças de Eldorado

Publicado em 19 de abril de 2011
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Wanda Barbosa

Até 1954, quando mudei de São Paulo para Eldorado, quase toda a população urbana e rural do município descendia das aproximadamente cem famílias fundadoras da antiga Xiririca, ou de suas famílias de escravos. A maioria das casas foram construídas ainda na época em que a cidade se mudara de sua antiga localização para o terreno atual.

Sou do tempo que Registro tinha poucas residências

Publicado em 18 de abril de 2011
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José Barduco, nasceu em Pariquera-Açú, comarca de Jacupiranga em 08/03/1919. Eletricista aposentado.

Sou de origem italiana. Meus avós paternos chegaram no vapor BEARN em 1887, em Santos com 8 filhos. Meu pai estava com 7 anos, meus avós maternos chegaram a Santos em 1889 com 4 filhos entre eles minha mãe com 8 anos. Instalaram-se em Pariquera-Açú, num bairro denominado Nova Italia.

Meus pais se casaram no Brasil e tiveram 9 filhos, além de trabalharem na lavoura, tiveram criações de porcos, que era a base da alimentação dos italianos. Lembro de uma passagem pitoresca: quando matavam boi, tocava o sino da igreja matriz de Pariquera-Açú para avisar que nos açougues tinha carne de boi para que o povo soubesse.

Em Pariquera-Mirim, um bairro de Pariquera-Açú, meu pai, Giovanni Massimiliano Barduco teve um alambique. Sempre vinha passar temporada em Pariquera um maestro chamado Guido Roque de SP, que por influência dele, formaram a primeira banda e meu pai fazia parte dela. Mais tarde outra banda formou-se, da qual também fiz parte com 11 anos, tocando tarola (caixinha). Com 19 anos, tirei minha carteira de motorista e com o caminhão do Senhor Ivo Zanella, ajudei a melhorar as estradas da região, e na época quem era o Governador era Dr. Ademar de Barros.

Em Porto Cubatão, bairro de cananéia ajudei a aterrar mangue para fazer o porto atual com 300 metros para travessia de ferry-boat, o porto anterior era de 800 metros. Vim morar em Registro onde casei com Alice Cardoso, moradora do bairro Guavirúva. Iniciei como eletricista com a ajuda dela e muitas vezes ficávamos até de madrugada desmanchando gerador (dínamo) para aprender como enrolava e assim tivemos êxito. Tudo que consegui em minha vida foi trabalhando como eletricista, a minha última oficina ficava as margens da BR-116, quase em frente a ponte que atravessa o Rio Ribeira de Iguape. Meus fregueses eram principalmente caminhoneiros dos estados do Sul. Ensinei minha esposa a dirigir, sendo ela a primeira mulher a dirigir em Registro.

Tenho 5 filhos, sendo 4 mulheres e 1 homem. Com a ajuda do meu amigo Alberto Bertelli, fui de avião para consertar um motor de luz, aterrissando na praia de Ariri onde peguei um bote, atravessei para Ararapira onde o motor que não funcionava fornecia energia para o lugar. Em outra ocasião com o Bertelli descemos na praia da Juréia, chamado prelado para consertar um caminhão Ford 46, de onde voltei de canoa à motor até Iguape e depois para Registro.

Lembrando da época que fui motorista, trabalhei em Registro em um carro de aluguel do meu primo Meraldo Prévidi, levando passageiros até Juquiá para embarcar no trem para Santos. Trabalhei para o Senhor Amaya, levando chá para São Paulo com caminhão movido a gasogênio (carvão) pela falta da gasolina na época. Em Pariquera Açú, levava arroz até Subauma um bairro localizado entre Pariquera/Iguape, para embarcar no vapor Apolo 1º. Os donos dos armazéns de Subauma eram Fernando Fragoso, Jorge Faria e Miguel Faria, dos quais me lembro.

Voltando a falar de Registro, participei da banda São Francisco Xavier, em 1955, onde tocava clarineta e o maestro era Alexandre Agenor de Morais tendo como outros componentes Querino Nunes (trombone), Deco Marques (trombone), Mitsuko Nakamoto (clarineta), Paulo Aby-Azar (saxofone), José Santana (clarineta), Oscar Ventura (clarineta), Valdemar Ferreira (trompete), José Grossi (clarineta), João Colaço (sax harmonia), Acácio (prato), Simião Marques (clarineta) Idalicio (baixo), Benevides Teixeira (baixo), Vicente Firmino (bumbo), Benjamin Gonçalves (tarola). Seu Firmino recebeu o apelido de “”tique-fuque”", porque faltou em um ensaio e ao perguntarem ele disse: “”minha mulher teve um tique-fuque”". Eu compus um dobrado, música para banda, que meu neto Claudio Augusto esta fazendo a partitura para todos os instrumentos que compõem uma banda musical.

Sou do tempo que Registro tinha poucas residências, a casa Matarazzo, que era um posto que recebia casulos para secagem em forno a lenha, sendo gerente o Senhor Lourenço Frank de São Paulo. A árvore guaracui ficava onde atualmente é a loja de calçados Kallan, mais à frente tinham muitos pés de palmito. Por algum tempo fui examinador de auto-escola na época do Delegado Giusepe Grancheli. Deixando de trabalhar como eletricista, começei a trabalhar na lavoura com plantação de milho e arroz moti, usado muito na culinária japonesa; criei gado leiteiro e de corte, em um sítio de minha propriedade, a margem direita da estrada que liga Registro a Sete Barras.

Esta é a minha história de vida.

Estância Turística: Eldorado

Publicado em 18 de abril de 2011
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A Estância Turística de Eldorado recebeu o projeto Museu em Rede nos dias 12 e 13 de Fevereiro e seus moradores compartilharam conosco suas histórias de vida que podem ser lidas e relidas aqui, e as imagens de uma cidade cheia de histórias você acompanha abaixo:

Às margens do Rio Ribeira

Bela Paisagem

Aldeia Cultural

Escola Profº Maria Aparecida

Gaspar Furquim

Dia da Água e participação da Juventude Eldoradense

Igreja Nossa Senhora da Guia

O Rio Ribeira e suas águas límpidas

Publicado em 18 de abril de 2011
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Valter Barbosa

A casa onde eu nasci ficava bem no alto do morro do Abobral, pertencente a Xiririca (atual Eldorado). Lá em cima tínhamos uma bela visão do Rio Ribeira de Iguape, com suas águas correndo bem mais límpidas e bem mais volumosa do que hoje.

Rente à nossa casa começava também a mata, plena de árvore centenárias como Tamarindeiras, Pau de Sangue (sua resina parecia sangue), Gariroba, Araçá, uma enorme Figueira. Na época, meu pai já se preocupava com o meio ambiente, não deixava cortar a mata nos lugares de nascentes de água.

Meu pai, Francisco Eugênio Barbosa, e minha mãe, Argemira França Barbosa, moravam na casa do morro desde 1927, dez anos antes de eu nascer. Ele administrava o sítio, contratado por Belisário Camargo, o então proprietário.

A bela Sete Barras

Publicado em 15 de abril de 2011
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O Museu em Rede esteve em Sete Barras nos dias 5 e 6 de Fevereiro, e você pode conferir os belos depoimentos colhidos por nossa equipe aqui e para manter viva a lembrança desta bela cidade vejam abaixo algumas fotos:

Casa da Agricultura - Sete Barras

Gilberto Ota de Oliveira, Agricultor

Igreja - Sete Barras

A vegetação e o Rio - Sete Barras

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