Iguape

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Iguape é um município do estado de São Paulo na região do vale do Ribeira e possui cerca de 28 mil habitantes.

As principais atrações turísticas de Iguape, também conhecida como a “Princesa do Litoral”, vêm justamente da cultura tradicional, da herança histórica, das belezas naturais e da fé, que leva milhares de romeiros a festejarem o Bom Jesus de Iguape.

O Museu em Rede esteve em Iguape nos dias 26 e 27 de Fevereiro, na Casa do Patrimônio, rua 15 de novembro, 218, das 9h às 17h.

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E não é que hoje tem?!

Publicado em 6 de junho de 2011
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Iguape

Quem morou no Canto do Morro até início dos anos 90, na época da balsa, sabe bem do que vou falar.
Ir à praia de Ilha Comprida sempre foi um dos programas para finais de semana e férias. Ir e voltar à pé do Canto do Morro até o porto da balsa, principalmente voltar, sempre foi sacrificante, ainda mais em dias de sol forte. De bicicleta também era uma aventura.

Iguape: Princesa do Litoral

Publicado em 20 de abril de 2011
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Pôr do Sol

A Estância Balneária de Iguape recebeu o projeto Museu em Rede nos dias 26 e 27 de Fevereiro e os depoimentos de seus moradores você encontra clicando aqui, e confere suas belas paisagens colhidas na cidade.

Rafael Ribeiro, Pescador

Publicado em 30 de março de 2011
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Meu pai sempre trabalhou na pesca, mas eu era muito novo, e não lembro não. Me lembro em 89 que eu tive que pescar, motivo de eu descuidar mais dos estudos. E na pesca tem altos e baixos, uma safra é boa, uma safra não é. Aí fui como profissional mesmo, para ganhar dinheiro mesmo.

Maria Elizabeth, Prefeita

Publicado em 30 de março de 2011
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Primeiro mandato não fiz campanha com dinheiro, nada, nada. Os dois mandatos de veradora. Tanto é que depois quando eu me candidatei a vice prefeita eles iam lá no comércio “vamos lá, ser prefeita” e eu “não, prefeita é um passo muito largo.”

Masakazu Nishidate, Produtor Rural

Publicado em 29 de março de 2011
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Eu casei com 27 anos, em 1948. Naquela tempo era o sistema japonês, mulher era dificil de conhecer. Tinha gente que fazia o meio. Sem conhecer, sem fazer nada, tem que casar. Não dá para acreditar agora, mas não sentia nada no começo.

Silvio Rodrigues, Artesão

Publicado em 29 de março de 2011
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Despraiada hoje em dia é uma terra muito bonita, muito linda. Eu tenho orgulho de dizer que sou de lá. Nós temos um sítio lá, é nosso e não é. A gente não pensa em vender, o governo nem quer pagar. É muito sofrido lá, porque hoje em dia não term serviço.

Carlos Alberto, Gestor de Cultura

Publicado em 29 de março de 2011
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Quem me levou a primeira vez de verdade a um baile de fandango foi o Dauro. Dauro é um mateiro aqui de iguape, é um morador de comunidade tradicional e eu o conheci a um tempo atrás e a cultura tradicional caiçara se abriu para mim quando eu conheci Dauro.

Walter de Lima, Pescador e Produtor Rural

Publicado em 29 de março de 2011
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O fandango é uma coisa muito interessante e naquela época para nós ele funcionava da seguinte coindição: era uma diversão, um tipo de uma festa para a gente brincar e ele fazia parte do nosso trabalho também.

Joris Ferreira, Cabelereiro

Publicado em 29 de março de 2011
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Eu trabalhei em padaria, trabalhei em hotel, época de finados eu ia para cemitério limpar sepultura para as pessoas. Sempre me virei, sempre fiz as minhas coisas, vendia roupa, perfume, bijouteria. Sempre tava inventando alguma coisa.

João Ferreira, Artista Plástico

Publicado em 28 de março de 2011
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Eu fiz primeira comunhão, depois fui da cruzada eucarística da crianças e tinha a congragação mariana, os marianos. Eu fui também, depois de jovem. Não podia perder missa, tinha uma fichinha, amarela, quadriculada, a gente marcava os dias que ia. Quem não perdia carregava a bandeira na procissão.

Neuza Gamba, Professora Aposentada

Publicado em 28 de março de 2011
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Minha mãe era professora leiga, porque não tinha faculdade nem ginásio aqui né. E ela dava aula em casa e a gente aprendia de ouvir ela ensinar. Quando abriram o ginásio minha irmã estudou, mas eu não pude porque minha mãe era doente, não podia as duas estudar.

Natalino Marques, Pastor

Publicado em 28 de março de 2011
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Já mechi com garimpo, com madeira, serraria, fui trabalhar com hidroelétrica, aí acabou a barragem eu voltei para Ilha Comprida para trabalhar aqui. Pegava o ônibus para trabalhar em Iguape, e não tinha a Avenida Beira Mar, era só na beira da praia mesmo, quando a maré enchia, o ônibus não tinha como passar.

Perolina Alves, Produtora Rural

Publicado em 28 de março de 2011
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Aqui morava num lugar que só tinha pernilongo e mutuca. Era o dia inteiro matando mutuca e de noite o pernilongo comendo. Trouxe um dinheirinho, mas era pouco, não dava para fazer a casa toda duma vez. Meu sonho é ter um casa mesmo, confortável.

Elias Teixeira, Vereador

Publicado em 28 de março de 2011
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Meu pai teve comércio 30 anos. minha mãe sempre foi dona de casa e meu pai foi comerciante. Hoje em dia é super mercado, é mercado, é sacolão, mas na época não, na época era Secos e Molhados.

André Mori, Funcionário Público e Produtor de Vídeo

Publicado em 25 de março de 2011
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Ele era mecânico e dono de oficina, então às vezes ele largava a oficina porque estava numa lua boa e dando muito peixe. Ele pescava por lazer, mas a quantidade e o tipo de pesca que ele gostava de fazer, que era com rede, acabava que o companheiro dele vendia. Ele acabou vindo e ficou um tempo, mas foi embora. Eu digo que eu consegui hoje realizar o sonho do meu avô.

Florêncio Franco, Produtor Rural

Publicado em 25 de março de 2011
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Aprendi com meu tio, meu pai não sabia, aprendeu com o avô dele. A viola que a gente faz é para tocar em fandango mesmo, viola, cavaquinho e violão. Tem o pandeiro também. Fui aprendendo assim.

Dauro Prado, Pescador e Monitor Ambiental

Publicado em 25 de março de 2011
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O movimento ambientalista cresceu, as pessoas começaram a chegar lá, tirar foto da gente “olha os caiçaras, estamos aqui para preservar vocês, vai ser um santuário ecológico, vamos tirar todos os veranistas, todos os latifundiários e a terra vai ficar para vocês“. De repente chegaram para gente e falaram: Você não pode mais roçar, não pode mais tirar a taquara, não pode mais tirar o palmito, não pode mais caçar, não pode mais pescar. Acabou tudo.

Gilberto Gato, Padre

Publicado em 25 de março de 2011
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Eles vinham em navios, acho que eram navios portugueses, que geralmente são bem católicos. E eles viram o que pareciam ser piratas, e jogaram o santo na água, com botijas de vela e ele acabou indo parar na praia do Una, onde alguns índios viram, puxaram, abriram e descobriram o santo lá, enorme!

Felipe Fortes, Advogado

Publicado em 25 de março de 2011
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A cabeça grande, de jornal; os olhos vermelhos, a boca vermelha, vai mudando, bem gorda, mas as vezes magra, depende do ano; e com o vestido de fita. A gente confecciona e sai junto com o bloco Zé Pereira. Não tem carnaval sem Juritica

Maria das Neves Rocha Silva, Dona de Casa

Publicado em 24 de março de 2011
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Maria das Neves Rocha Silva baixa

Eu comecei fazendo os baile em casa, tirei os móveis, botei uma mesa com batida caiçara na porta. Logo o pessoal reclamou que tava pequeno, então a gente mudou para o antigo depósito de bebidas do meu marido, que fechou depois que ele faleceu. E o pessoal reclamou que tava ficando pequeno, apertado. Aí eu comecei a derrubar parede, todo mês derrubava uma parede.

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