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O ar puro daqui não se compara

Publicado em 4 de maio de 2011
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João Carlos Pinto de Castro
Nasceu em 30/09/1949 em Funchal, Ilha da Madeira, Portugal. É aposentado.

Eu morava lá na Ilha da Madeira e eu só me lembro um pouquinho da casa onde morava. Tinha de cinco para seis anos. A única coisa que lembro era de que era muito bonito, bonito de morrer! A Ilha da Madeira é famosa no mundo inteiro! Inclusive, até eu vou acrescentar um detalhe que o Frank Sinatra antes de vir para o Brasil ele visitou a Ilha da Madeira.

O meu pai é brasileiro e minha, portuguesa. Eles casaram lá. Meu pai veio para cá primeiro, sozinho, e a gente veio depois de uns quatro, cinco anos, eu vim junto com a minha mãe. Eu vim de viagem de navio para cá e nós aportamos em Santos. Ficamos lá. Naquela época, há muitos anos, tinha muita chácara e meu pai tinha uma chácara, era agricultor, plantava verdura e os filhos ajudavam. Nós éramos em quatro filhos, a gente ajudava na agricultura e vivia disso.

Eu sempre ajudava meu pai, mas aconteceu um acidente na família e a gente teve que sair para trabalhar por conta própria para a sobrevivência. Eu fui trabalhar no comércio, numa fábrica de confecção. Entrei como ajudante, cheguei a vendedor, porque tinha a loja e a confecção. Depois disso, eu entrei na Codesp, no Porto de Santos. Trabalhei quatro anos lá e em algumas empresas pequenas até que eu entrei na Eletropaulo, fiquei 11 anos lá e me aposentei.

Eu conheci minha esposa em Santos, casei em 1972. A família toda da minha esposa é daqui do Vale do Ribeira, de Sete Barras, de Registro, sou de Santos mas por causa deles eu acabei vindo para o Vale, por causa das cidades que são menores e é mais tranqüilo, sossegado e a poluição, não tem! O ar puro daqui não se compara.

A gente fazia o vai-e-vem mas daí ela decidiu: “Vamos!”. Em 1988, eu estava sem fazer nada lá em Santos e nós viemos para cá, montamos um comércio mas não deu certo, foi uma essa tentativa. Viemos em 1994, com um bom serviço, aí estabilizou de vez e viemos todo mundo. Meus filhos, que eu tenho três, se formaram aqui. Hoje, a minha vida é fazer o social, eu estou lutando para colocar para funcionar o “Clube da Melhor Idade”. Eu trouxe essa ideia de São Vicente, eu visitei três vezes, um espetáculo, com fisioterapia, massagens, caminhadas, uma maravilha. O meu sonho é colocar o “Clube da Melhor Idade” para funcionar, até pelo lado das massagens… E quem acima de cinquenta anos não tem dor na coluna? Um trabalho social que vai mexer com a vida com pessoas com mais de cinquenta anos.

Gilberto Ota de Oliveira Biólogo e Agricultor

Publicado em 28 de abril de 2011
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Gilberto Ota de Oliveira, Biólogo e Agricultor, trabalha na Casa da Agricultura, Sete Barras.

Trabalho junto a comunidade com agricologia, hoje me considero um ecossocialista preocupado com as gerações futuras, com a proteção do meio ambiente e a preservação da mata atlântica.

O circo

Publicado em 11 de fevereiro de 2011
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José Carlos de Oliveira
Nasceu em Sete Barras, em 01//02/1963. Trabalhou muito tempo na agricultura como comerciante e hoje é Vice-Prefeito da cidade.

Na minha infância tudo era mais difícil, perto da igreja tinha um campinho de futebol e de vez em quando ali tinha circo. A gente ficava muito feliz quando vinha o circo. Como cidade era muito pequena era muito difícil o circo chegar. A gente se encantava com o trapézio, era uma coisa que a gente nunca tinha visto.

Vale do Ribeira

Publicado em 11 de fevereiro de 2011
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Augusto Amadeu Torres
Nasceu na Lapa em São Paulo, em três de julho de 1939. Mudou-se para Sete Barras em 1986. É aposentado e poeta.

Era sabido, na época, que o Vale do Ribeira era a região mais pobre do Brasil. E que a as políticas públicas para o Vale eram mínimas, praticamente inexistentes. O agricultor, o pequeno agricultor vivia num abandono, como vive até hoje, mas melhorou um pouquinho.

Sete Barras

Publicado em 1 de fevereiro de 2011
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Sete Barras é um município do estado de São Paulo, localizado na região do vale do Ribeira e com população estimada de cerca de 13 mil habitantes.

Diz a lenda que o nome Sete Barras deve-se a sete barras de ouro enterradas por um explorador espanhol, que ainda estão sob o solo em alguma parte do município. O ouro foi enterrado em uma tentativa de evitar o pagamento de impostos ao governo português. O explorador nunca mais encontrou tais barras de ouro e essa história posteriormente deu nome à cidade.

Sete Barras tem como atividade econômica principal a agricultura. O principal produto é a banana, usada principalmente para exportação. As atividades comerciais e industriais giram ao redor da produção de banana. Também explora-se o palmito pupunha em menor proporção. Além disso, o parque Carlos Botelho é uma opção de turismo na cidade (foto abaixo).

Mapa com localização de Sete Barras

Crédito do mapa: imagem extraída da Wikipédia, sob licença CC BY-SA 3.0, de autoria de Raphael Lorenzeto de Abreu.

Crédito das fotos: Imprensa/ Prefeitura