O ar puro daqui não se compara
João Carlos Pinto de Castro
Nasceu em 30/09/1949 em Funchal, Ilha da Madeira, Portugal. É aposentado.
Eu morava lá na Ilha da Madeira e eu só me lembro um pouquinho da casa onde morava. Tinha de cinco para seis anos. A única coisa que lembro era de que era muito bonito, bonito de morrer! A Ilha da Madeira é famosa no mundo inteiro! Inclusive, até eu vou acrescentar um detalhe que o Frank Sinatra antes de vir para o Brasil ele visitou a Ilha da Madeira.
O meu pai é brasileiro e minha, portuguesa. Eles casaram lá. Meu pai veio para cá primeiro, sozinho, e a gente veio depois de uns quatro, cinco anos, eu vim junto com a minha mãe. Eu vim de viagem de navio para cá e nós aportamos em Santos. Ficamos lá. Naquela época, há muitos anos, tinha muita chácara e meu pai tinha uma chácara, era agricultor, plantava verdura e os filhos ajudavam. Nós éramos em quatro filhos, a gente ajudava na agricultura e vivia disso.
Eu sempre ajudava meu pai, mas aconteceu um acidente na família e a gente teve que sair para trabalhar por conta própria para a sobrevivência. Eu fui trabalhar no comércio, numa fábrica de confecção. Entrei como ajudante, cheguei a vendedor, porque tinha a loja e a confecção. Depois disso, eu entrei na Codesp, no Porto de Santos. Trabalhei quatro anos lá e em algumas empresas pequenas até que eu entrei na Eletropaulo, fiquei 11 anos lá e me aposentei.
Eu conheci minha esposa em Santos, casei em 1972. A família toda da minha esposa é daqui do Vale do Ribeira, de Sete Barras, de Registro, sou de Santos mas por causa deles eu acabei vindo para o Vale, por causa das cidades que são menores e é mais tranqüilo, sossegado e a poluição, não tem! O ar puro daqui não se compara.
A gente fazia o vai-e-vem mas daí ela decidiu: “Vamos!”. Em 1988, eu estava sem fazer nada lá em Santos e nós viemos para cá, montamos um comércio mas não deu certo, foi uma essa tentativa. Viemos em 1994, com um bom serviço, aí estabilizou de vez e viemos todo mundo. Meus filhos, que eu tenho três, se formaram aqui. Hoje, a minha vida é fazer o social, eu estou lutando para colocar para funcionar o “Clube da Melhor Idade”. Eu trouxe essa ideia de São Vicente, eu visitei três vezes, um espetáculo, com fisioterapia, massagens, caminhadas, uma maravilha. O meu sonho é colocar o “Clube da Melhor Idade” para funcionar, até pelo lado das massagens… E quem acima de cinquenta anos não tem dor na coluna? Um trabalho social que vai mexer com a vida com pessoas com mais de cinquenta anos.







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