Tag: brincadeira

Elias Teixeira, Vereador

Publicado em 28 de março de 2011
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Meu pai teve comércio por 30 anos, minha mãe sempre foi dona de casa e meu pai foi comerciante. Hoje em dia é supermercado, é mercado, é sacolão, mas na época não, na época era Secos e Molhados.

Elias nos conta um pouco da vida da sua família e um pouco sobre seus sonhos.

Paulo Fortes, Professor Aposentado

Publicado em 24 de março de 2011
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A vida de criança de antigamente era uma vida mais controlada, mais comedida. A gente saía, brincava, ficava a vontade, mas tinha horário para estar em casa, tinha hora para chegar. A gente tinha um sentimento, que não era um temor, era respeito, um respeito com os mais velhos.

Paulo nos conta um pouco sobre a sua infância e sobre a história da sua família.

A entrada do circo era 3 palitos de fósforo

Publicado em 22 de março de 2011
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Joris Cesar de Lima Ferreira
Nasceu em 31/08/1967, Iguape. Cabelereiro e Carnavalesco.

Sempre na época do carnaval eu fugia de casa para poder pular… eu fazia um boneco, deixava na cama e pulava a janela. Brincava de circo, montava uma tenda e fazia mágicas, a entrada do circo eram 3 palitos de fósforo.

Eu tinha que ir para a escola, mas ia pra praia. Perdia a noção da hora e minha avó vinha com a polícia atrás de mim. Acabei largando da escola… mas sempre me virei. Até cemitério eu limpei.

Antes de me casar, eu contava do meu sofrimento de um relacionamento com um homem para minha ex-esposa. Ela ouvia as histórias e acabou se apaixonando por mim. Ver que ela se apaixonou me surpreendeu. Casamos e ficamos 8 anos juntos.

Com 16 anos eu comecei a fazer eventos na escola, Miss Iguape, vários desfiles. Eu coordenava tudo, ensaiava, enfeitava a escola.

Hoje faço o baile de aniversário da cidade, o Miss Iguape, Miss Comércio. O Miss Iguape é temático, as meninas vestem trajes típicos. No Carnaval a gente trabalha o ano inteiro com o dinheiro que os comerciantes e a população doam. Tinha 14 anos quando eu desfilei a primeira vez escondido da minha avó…Quando ela me viu me arrancou de lá pelos cabelos!

Janice de Azevedo

Publicado em 18 de março de 2011
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A gente brincava de vendinha. Pegava lata de óleo vazia, saco de arroz e enchia de pedra, fazia umas prateleiras e chamava os outros e fingia que estava fazendo compras. Eu cresci assim. Comecei vendendo lingerie, logo quis trabalhar para mim mesma. Comecei em casa e fui crescendo.

Janice conta sobre seu espírito empreendedor e um pouco da sua biografia

Quem trouxe misto aqui em Iguape fomos nós

Publicado em 26 de fevereiro de 2011
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Maria de Lourdes Moraes Carvalho
Nasceu em Eldorado em 25/09/1930. Chegou em Iguape em 1936.

Minha família sempre morou no Vale do Ribeira, eu tenho mais recordações da casa da Rua 15. Morei muitos anos nesta rua, brincava com as meninas da vizinha. Eu estudei no grupo Vaz Caminha até a quarto ano. Minha mãe me fez repetir o terceiro e o quarto ano para não sair muito cedo da escola. Foi muito chato. Brincava de roda, de esconde-esconde. Menina brincava com menina e menino com menino. A gente brincava de teatro em casa.

Meu marido tinha um bar e restaurante e eu trabalhava em tudo, dia e noite.

Época de carnaval não se dormia. Quem trouxe misto aqui em Iguape fomos nós. Não era esse carnaval de agora. Terça a noite acabava tudo. Se respeitava quaresma naquela época.

Eu namorava na janela, dia de semana não saia de casa. Sábado e Domingo dava uma voltinha até as nove horas. Ficava na Praça.

José Carlos de Oliveira, Vice-prefeito

Publicado em 18 de fevereiro de 2011
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O que a gente gostava muito era que aqui perto da igreja tinha um campinho, um parquinho. A gente aproveitava muito isso. Era um ponto de referência para nós.

José Carlos de Oliveira nos conta também um pouco sobre o que mais o fascinava quando criança.

Claudines Luis Guedes, Vereador

Publicado em 18 de fevereiro de 2011
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A gente ficava na rua até de noite, não tinha problema, a cidade era super pacata. Algumas brincadeiras as crianças não fazem mais, nem ficam tanto na rua, hoje a violência aumentou.

Claudines Luiz Guedes nos conta um pouco da sua infância e das brincadeiras das crianças de Sete Barras

Na praça

Publicado em 14 de fevereiro de 2011
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Lúcia Vieira dos Santos
Nasceu em Eldorado, 19/03/1978. É auxiliar de educador/ monitora.

Meu pai trabalhava de pedreiro e viajava muito. Fazia essas casas como as que existem aqui na beira do rio. E foi numa dessas viagens que ele parou aqui em Eldorado. Mas os meus pais se separaram porque meu pai era alcoólatra. Na época, a minha mãe ficou com 8 filhos pequenos numa casa de 3 cômodos, bem simples e pequena. Mas eu tive uma infância bem feliz porque a gente tinha muitas dessas brincadeiras antigas de ir pra rio, pular amarelinha, rodar peão…

Eu morava aqui na praça central e os colégios em que eu estudei eram tudo aqui perto, a gente tinha tudo por perto. E logo aos 12 anos eu comecei a trabalhar de babá. Estudava de noite, então. Eu estudava pra ajudar a minha mãe, e como éramos em 8, eu trabalhava mesmo para me vestir, comprar roupa, sapato. Na hora de descanso, eu gostava de ficar na praça, rodar pela praça até cansar. Como hoje eu estou casada, deixo mais isso pras minhas filhas fazerem. Mas é algo que eu gosto de fazer. Eu gosto da praça, da igreja. Sou católica praticante.

Hoje eu trabalho na Casa Abrigo Família, cuido das crianças, brinco, coloca-as na cama. Essa casa funciona quando tem uma denúncia de problemas familiares, em que as crianças e os adolescentes estão ou sofrendo maus tratos, ou a família não segura mais elas em casa. Aí tem o acompanhamento psicológico e o social. Elas ficam um tempo até ir para o Fórum e o juiz decidir. Então, eu ainda trabalho com crianças. Além de trabalhar e viver pelas minhas filhas, que são minhas outras crianças.

Brincadeiras

Publicado em 11 de fevereiro de 2011
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Claudines Luiz Guedes
Nasceu em Sete Barras, em oito de fevereiro de 1971. É vereador.

A gente tinha muitas brincadeiras; pipa, peão. Tinha uma brincadeira que o pessoal judiava da gente, era mãe-da-rua, o pessoal ficava um pouco de lado, e o resto do outro lado da rua, a gente ficava igual bobo no meio tentando tirar o pessoal da calçada, se não conseguisse eles puxavam a gente e davam uma tapa nas nossas costas.