Eu me sinto registrense!
Ronaldo José Ribeiro
Nasceu 24/08/1964 em Assis, São Paulo. Agrônomo e cientista social.
A minha cidade de nascimento é Assis, mas eu vivi em Maracaí até meus sete anos de idade, nós morávamos numa casa bem grande, com pés de jabuticaba, manga. Depois disso nós nos mudamos para Londrina, no Paraná. Nessa época, o meu pai trabalhava numa agência bancária e depois ele trabalhou numa empresa de adubos, que vendia produtos agrícolas, inclusive esse foi o motivo da nossa mudança. Londrina era uma cidade muito grande, muito grande. Eu me lembro do cheiro do café porque na entrada da cidade tinha uma fábrica de café solúvel e aquela fumaça e aquele cheiro de café invadia a cidade. Eu lembro também que o saquinho de leite foi uma novidade para mim porque em Maracaí conhecia aquele leite que os meus avôs e meus tios traziam, em garrafa de vidro, para a gente.
Quando nós morávamos em Londrina, a minha família já vinha passar as férias aqui, no Vale do Ribeira, em Ilha Comprida e eu conheci Registro e o Bom Jesus de Iguape já nessa época. Quando eu estava quase para entrar na faculdade eu e mais três amigos fizemos uma viagem, daquelas de estudante, para acampar aqui, por essa região, passamos em Ilha Comprida, passamos no Marujá, na Ilha do Cardoso, fomos até a Ilha do Mel, no Paraná. Foi uma viagem bacana, todo mundo de mochila nas costas e viajando. E naquela viagem, nós perdemos uma conexão de ônibus e tivemos que dormir aqui em Registro. Nessa praça onde era a antiga rodoviária de Registro, nós perguntamos e nos indicaram o Hotel Guanabara, ainda o prédio tem aqui mas não é mais hotel, era um calor infernal. Foi a primeira vez que eu dormi em Registro. Nunca imaginava que dez anos depois eu iria me mudar para a cidade e viver por aqui, como eu vivo, a mais de 20 anos!
Durante o ano a cidade de Registro tem muitas festas. As festas da colônia japonesa são muito importantes para a cidade. E a colônia tem uma influência econômica e cultural muito importante para a cidade. Em novembro, no dia de finados, eles cultivam muito a ancestralidade, então aqui tem a festa do Tooro Nagashi que são barquinhos de madeira com velas que cada família dedica a um membro da família, qualquer pessoa pode fazer isso e no dia de finados à noite, esses barquinhos, que são em torno de cinco mil, são colocados no rio e descem o Rio Ribeira e é muito comum as pessoas falarem que eles chegam até o oceano porque vão descendo a correnteza do rio e é muito bonito! É uma festa muito bonita, colorida!
Em Registro, eu tenho vários fatos marcantes. Eu e a Sandra nos casamos aqui, apesar de a nossa família ser de fora. Minha família, metade em Maracaí, metade em Londrina. A da Sandra, metade em Minas, metade em Goiás. Meus filhos nasceram aqui. Eu cheguei atrasado para o nascimento da minha filha! Eu estava numa reunião, sinal da nossa vida atribulada aqui! É a cidade que eu vivo a mais tempo, eu me sinto registrense!
#café, #colonia japonesa, #registrense, #Registro, #Tooro Nagashi








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