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João Ferreira, Artista Plástico

Publicado em 28 de março de 2011
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Eu fiz primeira comunhão, depois fui da cruzada eucarística da crianças e tinha a congragação mariana, os marianos. Eu fui também, depois de jovem. Não podia perder missa, tinha uma fichinha, amarela, quadriculada, a gente marcava os dias que ia. Quem não perdia carregava a bandeira na procissão.

João nos conta um pouco da sua trajetória dentro da igreja, também um pedaço da sua biografia e do carnaval de Iguape.

Felipe Fortes, Advogado

Publicado em 25 de março de 2011
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A cabeça grande, de jornal; os olhos vermelhos, a boca vermelha, vai mudando, bem gorda, mas as vezes magra, depende do ano; e com o vestido de fita. A gente confecciona e sai junto com o bloco Zé Pereira. Não tem carnaval sem Juritica

Felipe nos conta sobre a criação da Juritica e um pouco da história da sua família.

Marcio Barragana, Analista Ambiental

Publicado em 24 de março de 2011
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Eu adoro a cidade, minha mulher adora a cidade, meu filho adora a cidade. Gosto de participar de tudo que a cidade oferece. Vamos ao cinema, apesar do som ser horrível, música na praça a gente participa também,ou então mesmo só vir andar de bicicleta na praça, ficar até tarde por que uma das coisas mais gostosas é aquela hora do entardecer nessa pracinha

Marcio nos conta um pouco sobre a sua vida em Iguape e também sua história familiar

A entrada do circo era 3 palitos de fósforo

Publicado em 22 de março de 2011
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Joris Cesar de Lima Ferreira
Nasceu em 31/08/1967, Iguape. Cabelereiro e Carnavalesco.

Sempre na época do carnaval eu fugia de casa para poder pular… eu fazia um boneco, deixava na cama e pulava a janela. Brincava de circo, montava uma tenda e fazia mágicas, a entrada do circo eram 3 palitos de fósforo.

Eu tinha que ir para a escola, mas ia pra praia. Perdia a noção da hora e minha avó vinha com a polícia atrás de mim. Acabei largando da escola… mas sempre me virei. Até cemitério eu limpei.

Antes de me casar, eu contava do meu sofrimento de um relacionamento com um homem para minha ex-esposa. Ela ouvia as histórias e acabou se apaixonando por mim. Ver que ela se apaixonou me surpreendeu. Casamos e ficamos 8 anos juntos.

Com 16 anos eu comecei a fazer eventos na escola, Miss Iguape, vários desfiles. Eu coordenava tudo, ensaiava, enfeitava a escola.

Hoje faço o baile de aniversário da cidade, o Miss Iguape, Miss Comércio. O Miss Iguape é temático, as meninas vestem trajes típicos. No Carnaval a gente trabalha o ano inteiro com o dinheiro que os comerciantes e a população doam. Tinha 14 anos quando eu desfilei a primeira vez escondido da minha avó…Quando ela me viu me arrancou de lá pelos cabelos!

Desenhava o que não devia e ficava de castigo

Publicado em 22 de março de 2011
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João Ferreira de Moraes Junior
Iguape, 12/07/1931, artista plástico.

Na escola eu tinha uma professora que punha apelido nos alunos, eu era o João Minhoca porque eu cochilava e tinha preguiça de ir a lousa, desenhava o que não devia e ficava de castigo atrás da porta.

Fui da congregação Mariana e também fiz parte de coro. Nós tínhamos uma fichinha que marcava quando íamos à missa. Quem ia na missa, no fim do ano, ganhava presente do padre, brinquedos. E quem não fosse à missa não podia ir à matine de cinema.

Conheci a minha mulher no Carnaval porque eu fazia o carro alegórico. O carro alegórico era um harem. Arrumei quatro morenas de cabelo comprido, mas precisava de mais uma. A Tereza tinha acabado de chegar de Santos. Ficamos brincando de carnaval e até hoje estamos juntos. Naquele tempo tinha o lança perfume e a cerveja vinha num saco de linhagem, a gente enchia aquele saco. O depósito do bar ficava no sótão e na geladeira colocavam serragem para não derreter o gelo.

Carnaval de Rua de Iguape

Publicado em 3 de março de 2011
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Na época do Carnaval, Iguape se transforma na Capital da Folia do Vale do Ribeira e Litoral Sul, sua festa é considerada uma das mais tradicionais, animadas e originais do estado. Conta com a presença de milhares de turistas pelas ruas do Centro Histórico ao som dos ritmos oficiais, samba, marchinha e frevo.

Em meados do século XIX, o carnaval iguapense já tinha caído nas graças do povo. Até hoje, a “Princesa do Litoral”, como também é conhecida Iguape faz jus ao título de Terra da Folia. Além das tradicionais agremiações, como a Chaleira, fundada em 1910 e que está completando 100 anos, e o Zé Pereira, o carro chefe do Carnaval Iguapense (segundo pesquisadores o Zé Pereira de Iguape é um dos poucos do Brasil que mantém características originais), e das escolas de samba, produzidas pelas mãos criativas e talentosas dos moradores da cidade, todos os anos o público se encanta com novos grupos de foliões que arrastam a alegria pelas ruas do Centro Histórico.

Fonte: Prefeitura de Iguape

Carro Alegórico “A Fonte”, confeccionado por João Ferreira de Moraes Júnior e Maria Cecília Passos de Moraes fantasiada de Índia Jacira.

Boneco confeccionado por João Ferreira de Moraes Júnior.

Alexandre e Maria Antonia Passos de Moraes – Rei e Rainha. Carro alegórico “Caravela” confeccionado por João Ferreira de Moraes Júnior.

Maria Antonia Passos de Moraes – Rainha. Litera alegórica confeccionada por João Ferreira de Moraes Júnior.

Uma amiga da família Passos de Moraes, João Ferreira de Moraes Júnior e a filha Maria Cecília Passos de Moraes. Fantasias confeccionadas por João Ferreira de Moraes Júnior e sua esposa Teresa Passos de Moraes.

Gerson Fontes e João Ferreira de Moraes Júnior no Carnaval de Rua de Iguape. Fantasias confeccionadas por João Ferreira de Moraes Júnior.

A boneca Juritica, famosa no Brasil inteiro, foi meu tio quem inventou!

Publicado em 1 de março de 2011
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Fellipe Braga Fortes
Nasceu em 15/01/1987 em Iguape. É advogado.

Comecei a participar das festas de carnaval quando eu tinha 10 anos. A boneca Juritica foi inventada por um tio em 1960 para fazer algo diferente. Desenvolveram essa boneca por brincadeira. A cabeça dela é de jornal. Olhos e cabeça vermelha, gorda, de 2 metros e meio…dois ou três rapazes carregam. Ela usa um vestido de xita bem florido. É uma caricatura, desproporcional, mas folclórica, feita pra alegria.

Ela sai junto com o bloco mais antigo, o Zé Pereira e abre o carnaval. É feita em fôrma de barro, do tamanho que desejar… mais redondo, mais fino, pra diferenciar. Depois camadas de cola e jornal. Uma armação de alumínio revestida pra pessoa entrar em baixo e carregar. Duas pessoas me ajudam. Ela também sai no reveilon em São Paulo, em Viradas Culturais, já foi pra Brasília…

O marido dela é o Tinica, os filhos Damásio e o Angico, é uma família. Hoje é mais difícil sair toda a família. Ela já tem 50 anos, esse ano faz 51. Ela usa brinco, colar, é escandalosa!

Quem trouxe misto aqui em Iguape fomos nós

Publicado em 26 de fevereiro de 2011
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Maria de Lourdes Moraes Carvalho
Nasceu em Eldorado em 25/09/1930. Chegou em Iguape em 1936.

Minha família sempre morou no Vale do Ribeira, eu tenho mais recordações da casa da Rua 15. Morei muitos anos nesta rua, brincava com as meninas da vizinha. Eu estudei no grupo Vaz Caminha até a quarto ano. Minha mãe me fez repetir o terceiro e o quarto ano para não sair muito cedo da escola. Foi muito chato. Brincava de roda, de esconde-esconde. Menina brincava com menina e menino com menino. A gente brincava de teatro em casa.

Meu marido tinha um bar e restaurante e eu trabalhava em tudo, dia e noite.

Época de carnaval não se dormia. Quem trouxe misto aqui em Iguape fomos nós. Não era esse carnaval de agora. Terça a noite acabava tudo. Se respeitava quaresma naquela época.

Eu namorava na janela, dia de semana não saia de casa. Sábado e Domingo dava uma voltinha até as nove horas. Ficava na Praça.

Em Iguape tinha quatro carros e dois semáforos

Publicado em 26 de fevereiro de 2011
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Jose Galvão de Aguiar
Nasceu em 03/04/53 em Pariquera. Chegou em Iguape em 1956. Artista Plástico.

Era uma vida difícil, a minha casa era de chão batido, tinha casa de farinha, moenda de cana. As enchentes que acontecem aqui em Iguape são milenares. Nunca houve um remanejo da população ribeirinha para outro local. Iguape não tinha calçamento, poucos carros. Aliás, tinha quatro carros e dois semáforos.

Eu frequentava escola, Grupo Escolar Vaz Caminha. A gente montava circo e o mais interessante era que o ingresso eram três palitos de fósforo. Para que três palitos? Até hoje me pergunto pra que aquilo. Futebol também jogava muito.

Eu comecei a faturar cedo em desenho, trouxe a habilidade do desenho comigo. E sou espírita, já passei aqui várias vezes.

O mais importante que fiz foi colocar uma tela em Salão de Arte. Fui classificado em 100 trabalhos. Quando fui na vernissage, falei: “ Sou fera”. Era um salão de arte que envolvia artistas de todo o país. A partir daí eu perdi o medo.

Eu faço decoração de carnaval, carros alegóricos e participo de tudo que é coisa aqui na cidade. Tínhamos uma escola de samba chamada de 55, mas não tínhamos grana. Tínhamos um carro alegórico que chamava Bento Martins que tinha dois pavimentos e nos não tínhamos dinheiro para fazer o assoalho do primeiro pavimento. Meu amigo chegou em casa de madrugada e ficou pensando: “Como é que vamos fazer?”. Não teve dúvida foi lá e tirou o piso do quarto da filha dele. Na época era assim, na garra.

Iguape é uma cidade histórica que recebe turistas, mas hoje está detonada.

Se eu tivesse que voltar no tempo voltaria para os anos 70 e 80. Os bailes, as músicas, o rock, as festas, os porres. Eu peguei com 17 anos para frente. A minha turma tinha aproximadamente 50 pessoas. Se convidava um vinha 50 para qualquer evento. Inventava festinha americana que algum levava uma bebida, comida. Curtia Chico Buarque, Caetano Veloso, aquilo era uma cultura musical. Hoje mudou muito.

Da minha turma a maioria foi embora e não se renovou. Como na região não tinha faculdade o pessoal saiu fora para estudar.

Eu não consegui sair daqui, terminei um colegial, prestei vestibular e não passei. Aí procurei arranjar uma namorada, casar e me estabelecer. Sou casado há 33 anos.

Ricardo Alves, Vice Presidente da União Racional

Publicado em 16 de fevereiro de 2011
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Nós fundamos em 2004 o bloco da tia Néia, que é a precursora de todo o trabalho social que eu desenvolvo aqui. E a coisa cresceu de tal maneira que no ano seguinte virou uma escola no carnaval de Sete Barras.

Ricardo Alvez conta sobre o tema de um de seus carnavais “África” e também sobre os povos que moravam na região no passado

Ricardo Alves, vice presidente da União Racional

Curupira

Publicado em 6 de fevereiro de 2011
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Maria Vaneide Anjos Blanco
Nasceu em Sergipe dia 11 de Agosto de 1953 e migrou para Sete Barbas em fevereiro de 2002. É medica de família.

Senti uma energia positiva aqui, me acolheram muito bem. Gosto do Vale do Ribeira por ser uma região de muito verde, ainda tem preservação do meio ambiente. No carnaval, vamos homenagear o curupira, o protetor da matas, para que não haja desmatamento.