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E não é que hoje tem?!

Publicado em 6 de junho de 2011
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Fátima Lisboa Collaço. Especialista em Geoprocessamento. Nasceu em Iguape

Quem morou no Canto do Morro até início dos anos 90, na época da balsa, sabe bem do que vou falar.

Ir à praia de Ilha Comprida sempre foi um dos programas para finais de semana e férias. Ir e voltar à pé do Canto do Morro até o porto da balsa, principalmente voltar, sempre foi sacrificante, ainda mais em dias de sol forte. De bicicleta também era uma aventura.

Lembro que inúmeras vezes fazendo este trajeto eu sonhava em que um dia tivesse um ônibus que passasse no Canto do Morro e fosse até Ilha Comprida.

Naquela época isto era surreal!

E não é que hoje tem?!

Gaspar Furquim

Publicado em 3 de maio de 2011
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Gaspar Furquim, 70 anos, morador da comunidade quilombola.

Meus pais sempre trabalharam na roça para nos criar, eram doze pessoas na família, depois que estavámos todos criados quem foi trabalhar na roça fomos nós.
Plantávamos feijão, milho, arroz, café e cana e vivíamos destas plantações. Depois de todos casados e com filhos, criamos todos com as mesmas tradições de nossos pais.

Júlio Alves, Funcionário Público

Publicado em 29 de abril de 2011
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Júlio Alves, funcionário público, Sete Barras.

Sou bastante preocupado com a questão ambiental e quando entrei na prefeitura fui para o departamento ambiental, hoje trabalho em um outro setor mas continuo dando apoio ao departamento ambiental nas horas que tenho de folga.

Gilberto Ota de Oliveira Biólogo e Agricultor

Publicado em 28 de abril de 2011
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Gilberto Ota de Oliveira, Biólogo e Agricultor, trabalha na Casa da Agricultura, Sete Barras.

Trabalho junto a comunidade com agricologia, hoje me considero um ecossocialista preocupado com as gerações futuras, com a proteção do meio ambiente e a preservação da mata atlântica.

Magda Oki

Publicado em 27 de abril de 2011
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Magda Oki, recepcionista do Memorial da Imigração Japonesa, Registro.

Meu interesse pela cultura japonesa é muito grande por ser neta de japoneses e pelo fato de meu avô ter sido um dos primeiros imigrantes a vir para Registro. Eu quero criar projetos para melhorar o museu e manter a história de nossos antepassados.

Moisés Moreira

Publicado em 26 de abril de 2011
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Moisés Moreira, nascido em Eldorado, 42 anos.

Sempre aconteciam enchetes por aqui, e a primeira vila da cidade foi tomada pela água da enchente e então mudaram a vila para o alto. Com isso houve a miscigenação cultural que existe hoje, moradores passaram a viver da produção de artesanato, os quilombolas, mantendo seus costumes, lendas e tradições.

Josenei

Publicado em 25 de abril de 2011
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Josenei, chefe do Parque Estadual da Caverna do Diabo.

Trabalho na área ambiental há quase 20 anos. Uma especificidade da Caverna do Diabo é ter a maioria dos monitores membros das comunidades quilombolas, hoje elas trabalham envolvidas em atividades de educação ambiental.

Iguape: Princesa do Litoral

Publicado em 20 de abril de 2011
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A Estância Balneária de Iguape recebeu o projeto Museu em Rede nos dias 26 e 27 de Fevereiro e os depoimentos de seus moradores você encontra clicando aqui, e confere suas belas paisagens nas imagens abaixo:

Âncora e Barco no calçadão

Centro de Informações Turísticas

Álvaro Soares - Artesão

Basílica do Bom Jesus de Iguape

Pôr do Sol

Praça Central

A tia de José e a moça de minissaia

Publicado em 20 de abril de 2011
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José Arimatéia Barbosa, 65 anos

Eu havia mudado há dias do sítio onde morava para a cidade, quando vi pela primeira vez uma moça de minissaia em Eldorado. Ela atravessava a Praça Nossa Senhora da Guia seguida por um bando de moleques barulhentos.
Eu estava com uma tia que tinha especial predileção por uma prima minha ainda adolescente. Virando-se para ela, minha tia falou em tom sério: “Eu preferia você no caixão, a vê-la com uma roupa igual a essa”.

Registro: “Capital do Chá”

Publicado em 19 de abril de 2011
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A cidade de Registro recebeu o projeto Museu em Rede nos dias 19 e 20 de Fevereiro, e você pode ter acesso aos depoimentos colhidos na cidade clicando aqui, além de conferir imagens da “Capital do Chá” logo abaixo:

Arco Japonês

Memorial da Imigração Japonesa em Registro

Ferramentas em exposição

Marina Oki - Registro

Material em exposição

Lembranças de Eldorado

Publicado em 19 de abril de 2011
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Wanda Barbosa

Até 1954, quando mudei de São Paulo para Eldorado, quase toda a população urbana e rural do município descendia das aproximadamente cem famílias fundadoras da antiga Xiririca, ou de suas famílias de escravos. A maioria das casas foram construídas ainda na época em que a cidade se mudara de sua antiga localização para o terreno atual.

Sou do tempo que Registro tinha poucas residências

Publicado em 18 de abril de 2011
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José Barduco, nasceu em Pariquera-Açú, comarca de Jacupiranga em 08/03/1919. Eletricista aposentado.

Sou de origem italiana. Meus avós paternos chegaram no vapor BEARN em 1887, em Santos com 8 filhos. Meu pai estava com 7 anos, meus avós maternos chegaram a Santos em 1889 com 4 filhos entre eles minha mãe com 8 anos. Instalaram-se em Pariquera-Açú, num bairro denominado Nova Italia.

Meus pais se casaram no Brasil e tiveram 9 filhos, além de trabalharem na lavoura, tiveram criações de porcos, que era a base da alimentação dos italianos. Lembro de uma passagem pitoresca: quando matavam boi, tocava o sino da igreja matriz de Pariquera-Açú para avisar que nos açougues tinha carne de boi para que o povo soubesse.

Em Pariquera-Mirim, um bairro de Pariquera-Açú, meu pai, Giovanni Massimiliano Barduco teve um alambique. Sempre vinha passar temporada em Pariquera um maestro chamado Guido Roque de SP, que por influência dele, formaram a primeira banda e meu pai fazia parte dela. Mais tarde outra banda formou-se, da qual também fiz parte com 11 anos, tocando tarola (caixinha). Com 19 anos, tirei minha carteira de motorista e com o caminhão do Senhor Ivo Zanella, ajudei a melhorar as estradas da região, e na época quem era o Governador era Dr. Ademar de Barros.

Em Porto Cubatão, bairro de cananéia ajudei a aterrar mangue para fazer o porto atual com 300 metros para travessia de ferry-boat, o porto anterior era de 800 metros. Vim morar em Registro onde casei com Alice Cardoso, moradora do bairro Guavirúva. Iniciei como eletricista com a ajuda dela e muitas vezes ficávamos até de madrugada desmanchando gerador (dínamo) para aprender como enrolava e assim tivemos êxito. Tudo que consegui em minha vida foi trabalhando como eletricista, a minha última oficina ficava as margens da BR-116, quase em frente a ponte que atravessa o Rio Ribeira de Iguape. Meus fregueses eram principalmente caminhoneiros dos estados do Sul. Ensinei minha esposa a dirigir, sendo ela a primeira mulher a dirigir em Registro.

Tenho 5 filhos, sendo 4 mulheres e 1 homem. Com a ajuda do meu amigo Alberto Bertelli, fui de avião para consertar um motor de luz, aterrissando na praia de Ariri onde peguei um bote, atravessei para Ararapira onde o motor que não funcionava fornecia energia para o lugar. Em outra ocasião com o Bertelli descemos na praia da Juréia, chamado prelado para consertar um caminhão Ford 46, de onde voltei de canoa à motor até Iguape e depois para Registro.

Lembrando da época que fui motorista, trabalhei em Registro em um carro de aluguel do meu primo Meraldo Prévidi, levando passageiros até Juquiá para embarcar no trem para Santos. Trabalhei para o Senhor Amaya, levando chá para São Paulo com caminhão movido a gasogênio (carvão) pela falta da gasolina na época. Em Pariquera Açú, levava arroz até Subauma um bairro localizado entre Pariquera/Iguape, para embarcar no vapor Apolo 1º. Os donos dos armazéns de Subauma eram Fernando Fragoso, Jorge Faria e Miguel Faria, dos quais me lembro.

Voltando a falar de Registro, participei da banda São Francisco Xavier, em 1955, onde tocava clarineta e o maestro era Alexandre Agenor de Morais tendo como outros componentes Querino Nunes (trombone), Deco Marques (trombone), Mitsuko Nakamoto (clarineta), Paulo Aby-Azar (saxofone), José Santana (clarineta), Oscar Ventura (clarineta), Valdemar Ferreira (trompete), José Grossi (clarineta), João Colaço (sax harmonia), Acácio (prato), Simião Marques (clarineta) Idalicio (baixo), Benevides Teixeira (baixo), Vicente Firmino (bumbo), Benjamin Gonçalves (tarola). Seu Firmino recebeu o apelido de “”tique-fuque”", porque faltou em um ensaio e ao perguntarem ele disse: “”minha mulher teve um tique-fuque”". Eu compus um dobrado, música para banda, que meu neto Claudio Augusto esta fazendo a partitura para todos os instrumentos que compõem uma banda musical.

Sou do tempo que Registro tinha poucas residências, a casa Matarazzo, que era um posto que recebia casulos para secagem em forno a lenha, sendo gerente o Senhor Lourenço Frank de São Paulo. A árvore guaracui ficava onde atualmente é a loja de calçados Kallan, mais à frente tinham muitos pés de palmito. Por algum tempo fui examinador de auto-escola na época do Delegado Giusepe Grancheli. Deixando de trabalhar como eletricista, começei a trabalhar na lavoura com plantação de milho e arroz moti, usado muito na culinária japonesa; criei gado leiteiro e de corte, em um sítio de minha propriedade, a margem direita da estrada que liga Registro a Sete Barras.

Esta é a minha história de vida.

Estância Turística: Eldorado

Publicado em 18 de abril de 2011
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A Estância Turística de Eldorado recebeu o projeto Museu em Rede nos dias 12 e 13 de Fevereiro e seus moradores compartilharam conosco suas histórias de vida que podem ser lidas e relidas aqui, e as imagens de uma cidade cheia de histórias você acompanha abaixo:

Às margens do Rio Ribeira

Bela Paisagem

Aldeia Cultural

Escola Profº Maria Aparecida

Gaspar Furquim

Dia da Água e participação da Juventude Eldoradense

Igreja Nossa Senhora da Guia

O Rio Ribeira e suas águas límpidas

Publicado em 18 de abril de 2011
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Valter Barbosa

A casa onde eu nasci ficava bem no alto do morro do Abobral, pertencente a Xiririca (atual Eldorado). Lá em cima tínhamos uma bela visão do Rio Ribeira de Iguape, com suas águas correndo bem mais límpidas e bem mais volumosa do que hoje.

Rente à nossa casa começava também a mata, plena de árvore centenárias como Tamarindeiras, Pau de Sangue (sua resina parecia sangue), Gariroba, Araçá, uma enorme Figueira. Na época, meu pai já se preocupava com o meio ambiente, não deixava cortar a mata nos lugares de nascentes de água.

Meu pai, Francisco Eugênio Barbosa, e minha mãe, Argemira França Barbosa, moravam na casa do morro desde 1927, dez anos antes de eu nascer. Ele administrava o sítio, contratado por Belisário Camargo, o então proprietário.

“Loja do Porangueiro”

Publicado em 8 de abril de 2011
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Vilma Barbosa, 69 anos, funcionária pública aposentada.

Meu avô, Antônio Ferreira Barbosa, prefeito da cidade de Eldorado na década de 1920, tinha uma loja na rua Coronel Avelino, chamávamos de a “Rua de Baixo”. A loja era de tecidos, ou de “fazendas”, como se falava na época e, à semelhança de todos os outros estabelecimentos comerciais da época, funcionava na mesma casa em que a família do seu proprietário residia.
O povo a conhecia pelo nome de “Loja do Porangueiro”, apelido do meu avô, por ter nascido em Iporanga. Uma larga porta dividia a ampla frente da casa: de um lado a loja, de outro, a sala principal da residência. No final das tardes, minhas tias conversam da janela com suas amigas da “Rua de Cima”, em passeio pela “Rua de Baixo”.

As conquistas do Sr. Yamazaki!

Publicado em 5 de abril de 2011
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RYOSAKU YAMAZAKI, nasceu em Shizuoka no Japão.

Homenagem e autoria do depoimento por Yara F. Yamazaki

Economista formado no Japão, foi agricultor e dedicou-se ativamente em prol da comunidade Registrense. Nascido em Shizuoka, chegou ao Brasil em 30/03/1935, dedicou-se a lavoura de chá e abriu um restaurante o qual funcionou por mais de 20 anos, conhecido como JARDIM YAMA, na BR-116.

ORDEM SAGRADA DE ZUIHOSHOU QUINTO GRAU

Foi presidente da Associação Cultural Japonesa do Vale do Ribeira por 10 anos, foi presidente da Comissão dos Festejos Comemorativos do Vale do Ribeira em 1963, da comissão organizadora da segunda, terceira e quarta Festa do Chá, conselheiro e representante da cooperativa agrícola de Registro. Em Guarulhos – SP presidiu a comissão de construção do Hospital Nipo-Brasileiro.
Yamazaki foi ao Japão estudar novas formas de aperfeiçoar o beneficiamento do chá e introduziu as máquinas de beneficiamento do chá brasileiro. Foi grande batalhador pela energia elétrica rural, e conseguiu que Registro fosse pioneira no Brasil na implantação da eletrificação rural.

COMENDA PEDRO ÁLVARES CABRAL

Foi membro de recepção e inauguração da BR-2 (hoje BR-116), em 1961, com a presença do então Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira, também foi diretor do departamento agrícola da Expovale em 1971 e Sócio Benemérito do RBBC.
Recebeu do Governo do Japao a ORDEM SAGRADA DE ZUIHOSHOU QUINTO GRAU, pelo relevante serviço prestado em prol das relações Brasil-Japão. Foi homenageado com a COMENDA PEDRO ÁLVARES CABRAL, da SOCIEDADE GEOGRÁFICA BRASILEIRA DO GOVERNO DE SP, e recebeu a COMENDA DA ORDEM DOS CAVALEIROS DA CONCÓRDIA.

COMENDA DA ORDEM DOS CAVALEIROS DA CONCÓRDIA

Foi Presidente da Associação dos Anciões de Registro, cujo nome SHUNJUKAI foi dado por ele. Adorava os trabalhos voluntários que fazia.
Faleceu em 12/11/1983, e a Câmara o homenageou dando seu nome a uma rua, por sua dedicação à cidade de Registro.