Tag: história

Carlos Alberto, Gestor de Cultura

Publicado em 29 de março de 2011
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Quem me levou a primeira vez de verdade a um baile de fandango foi o Dauro. Dauro é um mateiro aqui de iguape, é um morador de comunidade tradicional e eu o conheci a um tempo atrás e a cultura tradicional caiçara se abriu para mim quando eu conheci Dauro.

Carlos nos conta como foi a sua descoberta da cultura tradicional da região e um pouco da sua trajetória profissional como gestor cultural

Benedito Paulo Oliveira

Publicado em 18 de março de 2011
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Ainda me lembro do primeiro carro que eu vi foi um chevrolet verde, que trouxe nossa mudança aqui para registro. Não sabia antes o que que era um carro. É do japones Tamada, diz que está até hoje no sítio dele. O neto dele que me contou.

Benedito nos contou algumas curiosidades e fatos estranhos da sua vida.

Donizete de Oliveira

Publicado em 11 de março de 2011
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Os primeiros dias quando eu comecei a trabalhar nos escritório foi uma prisão. Sou acostumado com sítio, roçar, carregar banana no ombro. Então passar a ficar dentro de um escritório, só de vez em quando ir para a rua, foi uma adaptação difícil.

Maria Aparecida

Publicado em 10 de março de 2011
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Eu sabia que em 2007 faria 250 anos de fundação, pensei que seria bom se a história fosse disponível para todo mundo. Fiquei de 2004 a 2007 pesquisando para escrever a história de Eldorado.

Maria Aparecida nos conta um pouco sobre seu livro da história de Eldorado e também um pouco da sua trajetória de vida

Noel Castelo

Publicado em 4 de março de 2011
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A gente morava numa casa que chamava casa grande. E era isso mesmo, uma casa grande. Morava a minha família e a família do meu pai, meus tios. Tinha divisórias dentro da casa e a gente dividia a cozinha.

Noel Castelo nos conta os hábitos de sua infância e um pouco das histórias que seu pai contava

Lélis Ribeiro

Publicado em 4 de março de 2011
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Começou em 1995, na praça. A gente começou a ficar, na época já podia ficar. E quem casou a gente foi a enchente, na verdade. A minha casa ficou alagada, o acesso a casa dela também.

Roberto Lélis é biólogo e nos contou um pouco sobre o seu casamento e sua infância

Zoé Viana Leite França

Publicado em 4 de março de 2011
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“Ele (meu pai) fez o Hino Eldorado…”

Zoé Viana fala sobre seu pai e canta um pouco do Hino de Eldorado que o mesmo criou. Leia a história completa.

José Lourenço de Souza, Secretário do Governo

Publicado em 17 de fevereiro de 2011
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Política é algo que vem de gerações. Meu pai era primo do grande prefeito Joaquim Manoel de Souza. E assim nós acabamos entrando no mundo da política e fazemos aquilo que gostamos.

José Lourenço de Souza conta um pouco da saga de sua família em Sete Barras e também se orgulha da retomada de uma antiga tradição

Marcelo Plácido de Oliveira Marques

Toraju Endo

Publicado em 16 de fevereiro de 2011
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Um garimpeiro espanhol queria atravessar o Brasil com sete barras de ouro, mas não queria pagar os impostos à coroa portuguesa. Perguntou então o caminho para um indío, que mostrou onde ele encontraria ainda mais ouro. O espanho então enterrou as sete barras na aldeia do índio e nunca mais as encontrou.

Tojaru Endo fala também sobre a acolhida da cidade e sobre as importações de banana nos anos 70.

Toraju Endo

Era uma outra vida

Publicado em 13 de fevereiro de 2011
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Maria Aparecida Mendes Pinto
Nasceu em Eldorado, 05/10/1943. Está aposentada.

Eu nasci em Eldorado mesmo, mas na zona rural. Meu pai deve ter uma origem portuguesa porque os portugueses desciam ali em Cananéia e meu pai veio de lá. E a família da minha mãe é daqui também. Agora a família Mendes, que era uma família grande, já está espalhada pela região.

Então eu nasci nesse sítio chamado Abobral. Quando eu nasci não existia o hospital regional. Eu nasci de parteira, a última de 8 irmãos. E o meu contato com os irmãos foi grande, porque os mais velhos tomavam conta dos mais novos. Minha irmã conta que como a gente não comprava as coisas, tudo o que precisava tinha. Era uma outra vida; às vezes parece até que eu estou em uma outra vida hoje em dia.

Quando eu vim pra cidade, ainda criança, vim pra uma casa antiga, de pau a pique. Mas a gente não brincava dentro de casa. Era na rua. Principalmente de noite, o que é o contrário de hoje em dia. O que eu mais gostava era sentar na calçada e contar histórias. E tinha também aquela de passa anel. Tinha também as brincadeiras do colégio, que eram as brincadeiras de roda e a aula de canto, mas eles só pegavam as meninas que tinham voz boa. Eu nunca fui chamada! Até hoje sou frustrada e não canto nada!

Já na época do ginásio meu pai me colocou em um colégio interno em São Paulo. Lá eu só chorava. Então me colocaram em um colégio em Registro e eu fui voltar pra São Paulo pra fazer curso técnico em Contabilidade. Aí eu gostei da cidade, fui conhecer melhor São Paulo. Mas eu fiquei em São Paulo só pra estudar, porque eu sou muito apegada aos familiares. Então, eu voltei pra cá pra trabalhar na prefeitura como contadora, onde eu trabalhei até 77. Mesmo aposentada, ainda trabalhei mais 7 anos na Câmara Municipal. Então sempre trabalhei aqui, vivi aqui. Por eu ser muito apegada aos familiares, nunca me acostumaria a outro lugar.

Durante esse tempo de trabalho, eu comecei a me interessar pela história de Eldorado. Eu vi que não tinha quase livros sobre a cidade. Então fiquei de 2004 a 2007 pesquisando sobre a história de Eldorado. Aí elaborei o livro e na comemoração do aniversário da cidade o livro foi lançado. A prefeitura depois distribuiu o livro e os alunos hoje usam na escola. O meu objetivo não era ganhar dinheiro, era que as pessoas soubessem da nossa história.

Sete Barras era só na rua do rio

Publicado em 6 de fevereiro de 2011
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Antônio de Jesus Oliveira
Nasceu em Sete Barras no dia 31 de Julho de 1941. É sapateiro.

Sete Barras era só na rua do rio, onde ficava a balsa. O maior comércio estava lá. Lá ficava o Porto de Vapor e depois passou para o Porto da Lancha. Era lá que se transportava as pessoas, arroz e banana. No Porto de Vapor transportava-se arroz e no da Lancha, bananas. As bananas saiam daqui e iam para Juquiá e de lá para o Porto de Santos, que exportava principalmente para a Argentina.

Energia mística

Publicado em 6 de fevereiro de 2011
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Ricardo Alves
Nasceu em São Paulo no dia 9 de março de 1974 e migrou para Sete Barras em 2000, é vice-presidente da Associação União Racional.

Aqui em Sete Barras tem uma energia mística que vem dos povos que aqui habitaram. Por exemplo, na estrada no caminho indo para Juquiá tem um cemitério onde foram enterrados escravos e índios. Uma vez um morador encontrou um osso na região e levou para casa. Depois de um tempo começou a sentir uma dor na perna que não passava. Foi em tudo que é lugar para tentar ver o que era. Até que foi numa reza e o aconselharam a devolver o osso no lugar. Assim que a pessoa devolveu a dor passou.