Tag: Iguape

Rafael Ribeiro, Pescador

Publicado em 30 de março de 2011
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Meu pai sempre trabalhou na pesca, mas eu era muito novo, e não lembro não. Me lembro em 89 que eu tive que pescar, motivo de eu descuidar mais dos estudos. E na pesca tem altos e baixos, uma safra é boa, uma safra não é. Aí fui como profissional mesmo, para ganhar dinheiro mesmo.

Rafael nos conta um pouco como foi sua trajetória como pescador e também um pouco da sua vida.

Dauro Prado, Pescador e Monitor Ambiental

Publicado em 25 de março de 2011
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O movimento ambientalista cresceu, as pessoas começaram a chegar lá, tirar foto da gente “olha os caiçaras, estamos aqui para preservar vocês, vai ser um santuário ecológico, vamos tirar todos os veranistas, todos os latifundiários e a terra vai ficar para vocês“. De repente chegaram para gente e falaram: Você não pode mais roçar, não pode mais tirar a taquara, não pode mais tirar o palmito, não pode mais caçar, não pode mais pescar. Acabou tudo.

Dauro conta um pouco do movimento ambientalista da Juréia e um pouco da sua vida de caiçara

Museu em Rede estará na Casa do Patrimônio em Iguape

Publicado em 23 de fevereiro de 2011
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No próximo fim de semana, dias 26 e 27 de Fevereiro, o Museu em Rede estará em Iguape, no Vale do Ribeira. Nos últimos finais de semana estivemos em Sete Barras, Eldorado e Registro.

O Museu em Rede estará na Casa do Patrimônio, Rua 15 de novembro, 218, das 9h às 17h no Sábado e Domingo. A ideia é capturar depoimentos em vídeo dos moradores da cidade que tenham histórias pra contar sobre Iguape e sobre suas vidas.

Centro histórico

Casario

Carnaval - Bloco Zé Pereira

Festa Agosto Bom Jesus

Caverna do Diabo

Publicado em 14 de fevereiro de 2011
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Jaime Alves
Nasceu em Eldorado, 06/06/1943. É aposentado/ guia turístico.

Meu pai era de Iguape e praticamente se criou aqui; e minha mãe, de Itapiuna, cidade vizinha daqui. Os meus pais se conheceram em Eldorado, por causa da Igreja Batista. Tiveram 4 filhos, 3 meninos e 1 menina, sendo eu o mais velho.

Na época a gente sofreu muito porque a minha mãe pegou uma tuberculose. Então tivemos que levar ela pra São Paulo. Meu pai só podia visitá-la 1 vez por ano, porque não tinha condições. Ele vendeu tudo pra ir visitá-la e deixar dinheiro pra ela. Quando meu pai viu que ela não teria cura, trouxe pra casa. Ela viveu mais um ano e faleceu. Ele ficou viúvo até morrer, com 90 anos.

A infância aqui em Eldorado era assim: a gente ia pela trilha para ir para escola, caminhando. Chegando na escola a gente via o pessoal com mais condições comendo e a gente passando fome. Depois voltava os 6 quilômetros, com chuva e tudo, com medo do mato, e às vezes quando voltava não tinha nem pra comer. Nesse caminho até o colégio tinha muitas coisas que a gente via.

Uma vez eu vi um vulto que parecia um boi. Quando cheguei perto já não era um boi, era um burro. Quando cheguei pertinho, esse negócio saiu da estrada e já não era um burro, era um porco. E não me deixava passar. Isso eu não esqueço, além de outros barulhos, outras coisas estranhas que aconteciam. Só não sei dizer o que era.

No mesmo sítio que eu morava de pequeno, casei, morei lá. É um sítio grande. Em 97, quando deu aquela enchente, inundou tudo até ali perto de casa. Eu estava voltando pra casa e fui nadando, os bichos me mordendo, e eu fui por entre o bananal para encontrar o meu pai. Cheguei lá e o meu pai estava tranqüilo, sentado. A água estava pertinho, mas não tinha chegado até a casa. Só que perdi todo o bananal que eu estava plantando.

Trabalhei cuidando do parque da Caverna do Diabo. Eu fui fazendo contato com os turistas que desciam dos ônibus e aos poucos o pessoal foi me incentivando a ser guia turístico das cavernas da região. Eu pedi autorização e me deixaram. Virei guia. Da Caverna do Diabo eu conheci tudo, percorri tudo, de ponta a ponta.

Uma vez um pessoal entrou lá e passou do limite permitido aos turistas. Foi passando o tempo e eles não voltavam. Achavam que eles estavam perdidos no mato, mas eu achava que eles estavam na caverna. Passados 3 dias, eu consegui uma equipe para ir buscá-los. Achamos as pessoas, estava com as pernas machucadas de nadar entre as pedras. Ajudamos as pessoas a saírem, e já tinha bombeiros para resgatá-los. Eu trabalhei 26 anos lá e essa foi a maior coisa que fiz.

Time de futebol

Publicado em 14 de fevereiro de 2011
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Pedro Coutinho
Nasceu em Eldorado, 20/04/1962. É profissional autônomo.

Da minha infância eu lembro de ver as Copas do Mundo, As pessoas viam o jogo em casa mesmo. Não tinha quase ninguém que tinha televisão, mas a gente via na casa das pessoas. Aqui tinha poucos recursos. Então, além dessa diversão, o que eu lembro é de ir para o ribeirão tomar banho. Não tinha muito o que fazer, então ia pro ribeirão mesmo. Chegava em casa e tomava uns cascudos por ter sumido.

Mas eu comecei desde cedo a trabalhar. Com 14 anos já necessitava dar uma ajuda dentro de casa. Não lembro do primeiro trabalho, mas nesse período de adolescência eu lembro que trabalhei numa fábrica de bloco, depois no posto Ipiranga e por aí foi.

Mas eu sou conhecido aqui na cidade porque em 78 começamos um time de futebol chamado Internacional. Montamos um time que deu muito resultado. Eu era um excelente lateral esquerdo, modéstia à parte. Tinha o pessoal que veio do Acre pra estudar em Iguape e que jogava comigo.

Teve um campeonato que a nossa equipe venceu a final por 2×1, de dois gols do zagueiro Milton, que foi muito marcante. Mas depois de 2 anos, mais ou menos, o time começou a se mesclar com outros, as coisas foram caindo e eu parei também.

Mas o importante é que com essa experiência eu comecei um trabalho social de ajudar a molecadinha pra dar algo pra eles fazerem. Tirava eles da rua, fazia um projeto na quadra, pra dar uma oportunidade. Isso é que foi muito gratificante. Alguns se sobressaíram.

E hoje eu continuo com o pessoal cinquentão, jogando futebol master no nível regional. Ilha Comprida, Sete Barras, Iguape, Registro, todas essas cidades disputam esse campeonato. E hoje eu sou o técnico desse time.

Iguape

Publicado em 27 de janeiro de 2011
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Iguape é um município do estado de São Paulo na região do vale do Ribeira e possui cerca de 28 mil habitantes.

Iguape abriga em seu território aproximadamente 70% de área natural protegida, que inclui a Estação Ecológica dos Chauás e cerca de 85% da Estação Ecológica Juréia-Itatins, além de estar parcialmente em Área de Proteção Ambiental. Além das belezas naturais, possui atrativos culturais, históricos e religiosos.

As principais atrações turísticas de Iguape, também conhecida como a “Princesa do Litoral”, vêm justamente da cultura tradicional, da herança histórica, das belezas naturais e da fé, que leva milhares de romeiros a festejarem o Bom Jesus de Iguape.

Mapa da localização de Iguape

Crédito do mapa: imagem extraída da Wikipédia, sob licença CC BY-SA 3.0, de autoria de Raphael Lorenzeto de Abreu.

Crédito das fotos: Imprensa/ Prefeitura