Tag: infância

Rafael Ribeiro, Pescador

Publicado em 30 de março de 2011
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Meu pai sempre trabalhou na pesca, mas eu era muito novo, e não lembro não. Me lembro em 89 que eu tive que pescar, motivo de eu descuidar mais dos estudos. E na pesca tem altos e baixos, uma safra é boa, uma safra não é. Aí fui como profissional mesmo, para ganhar dinheiro mesmo.

Rafael nos conta um pouco como foi sua trajetória como pescador e também um pouco da sua vida.

Joris Ferreira, Cabelereiro

Publicado em 29 de março de 2011
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Eu trabalhei em padaria, trabalhei em hotel, época de finados eu ia para cemitério limpar sepultura para as pessoas. Sempre me virei, sempre fiz as minhas coisas, vendia roupa, perfume, bijouteria. Sempre tava inventando alguma coisa.

Joris nos conta um pouco da sua trajetória profissional e também um pouco sobre a sua vida

Neuza Gamba, Professora Aposentada

Publicado em 28 de março de 2011
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Minha mãe era professora leiga, porque não tinha faculdade nem ginásio aqui né. E ela dava aula em casa e a gente aprendia de ouvir ela ensinar. Quando abriram o ginásio minha irmã estudou, mas eu não pude porque minha mãe era doente, não podia as duas estudar.

Neuza conta sobre a sua vida acadêmica e um pouco sobre a sua biografia.

Elias Teixeira, Vereador

Publicado em 28 de março de 2011
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Meu pai teve comércio por 30 anos, minha mãe sempre foi dona de casa e meu pai foi comerciante. Hoje em dia é supermercado, é mercado, é sacolão, mas na época não, na época era Secos e Molhados.

Elias nos conta um pouco da vida da sua família e um pouco sobre seus sonhos.

André Mori, Funcionário Público e Produtor de Vídeo

Publicado em 25 de março de 2011
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Ele era mecânico e dono de oficina, então às vezes ele largava a oficina porque estava numa lua boa e dando muito peixe. Ele pescava por lazer, mas a quantidade e o tipo de pesca que ele gostava de fazer, que era com rede, acabava que o companheiro dele vendia. Ele acabou vindo e ficou um tempo, mas foi embora. Eu digo que eu consegui hoje realizar o sonho do meu avô.

André nos conta um pouco das histórias de pesca dele e da sua relação com o avô.

José Galvão, Artista Plástico

Publicado em 24 de março de 2011
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Frequentava a escola, o grupo escolar Vaz Caminha e a tarde era jogo de bola, brincadeiras. Brincava muito de mozinho, sabe? Assistia um filme de bang bang e fazia igual. A gente montava circo, mas não tinha nem lona, cada um fazia o que sabia, o trapezista subia num galho de árvore com uma corda, às vezes quebrava, caía e machucava, era esse tipo de brincadeira.

José Galvão nos conta as sua brincadeiras de infância e um pouco das suas atividades no carnaval

Paulo Fortes, Professor Aposentado

Publicado em 24 de março de 2011
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A vida de criança de antigamente era uma vida mais controlada, mais comedida. A gente saía, brincava, ficava a vontade, mas tinha horário para estar em casa, tinha hora para chegar. A gente tinha um sentimento, que não era um temor, era respeito, um respeito com os mais velhos.

Paulo nos conta um pouco sobre a sua infância e sobre a história da sua família.

Maria de Lourdes

Publicado em 24 de março de 2011
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Eu estudava no grupo Vaz de Caminha, era o único que tinha. E só ia até a quarta série. Então minha mãe me fez repetir a terceira e a quarta série, senão eu saía muito nova da escola, e esquecia tudo. Era muito chato, eu já sabia tudo!

Maria de Lourdes conta um pouco sobre a sua educação e também sobre como era a cidade na sua infância

Rubens Takeshi Shimizu

Publicado em 21 de março de 2011
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Da minha casa até a escola tinha 4 quilômetros, estrada de barro, descalço, com o dedão de fora. Dia de fora era uma tristeza. Minha mãe preparava um lanchinho, um bolinho de arroz ou um pedaço de carne seca ou um ovo frito. A gente ia debaixo de uma árvore que tinha para fazer o lanche.

Rubens nos conta um pouco sobre sua educação e um pouco sobre a sua vida

Benedito Paulo Oliveira

Publicado em 18 de março de 2011
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Ainda me lembro do primeiro carro que eu vi foi um chevrolet verde, que trouxe nossa mudança aqui para registro. Não sabia antes o que que era um carro. É do japones Tamada, diz que está até hoje no sítio dele. O neto dele que me contou.

Benedito nos contou algumas curiosidades e fatos estranhos da sua vida.

Rosa de Oliveira

Publicado em 15 de março de 2011
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Brincava em casa, quando ia para a roça, brincava embaixo dos pés de café. Não tinha boneca, não tinha nada para brincar, arrumava aquela boneca de milho para brincar,aquela boneca que o milho já tinha aquele cabelo bonitinho.

Rosa de Oliveira e suas lembranças da infância.

Lauriano dos Santos

Publicado em 14 de março de 2011
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Aos 8 anos eu brigava no caminho da escola pelo meu candidato a prefeito. Eu entrei na política para combater a corrupção. Fui eleito vereador, fui reeleito, fui nomeado Diretor Regional da Secretaria do Interior no Governo Montoro…

Donizete de Oliveira

Publicado em 11 de março de 2011
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Os primeiros dias quando eu comecei a trabalhar nos escritório foi uma prisão. Sou acostumado com sítio, roçar, carregar banana no ombro. Então passar a ficar dentro de um escritório, só de vez em quando ir para a rua, foi uma adaptação difícil.

Lucia Vieira

Publicado em 10 de março de 2011
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A gente se conhecia da escola, desde o prezinho. Aí eu namorava, terminei o namoro, ele namorava e terminou também. Aí fomos chorar as mágoas um para outro, fomos conversando, fomos nos aproximando. E estamos juntos.

Lucia Vieira nos conta como começou a namorar se marido, um pouco do seu casamento e um pouco da sua infância

Jaime Alves

Publicado em 9 de março de 2011
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Caverna do Diabo em conheci todinha, de ponta-a-ponta. Fiz toda a travessia, todos os caminhos. eu cuidava do parque antes, aí fui me enturmando e acabei virando guia da caverna.

Jaime Alves conta como se tornou guia de turismo na Caverna do Diabo e um pouco da sua vida

Noel Castelo

Publicado em 4 de março de 2011
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A gente morava numa casa que chamava casa grande. E era isso mesmo, uma casa grande. Morava a minha família e a família do meu pai, meus tios. Tinha divisórias dentro da casa e a gente dividia a cozinha.

Noel Castelo nos conta os hábitos de sua infância e um pouco das histórias que seu pai contava

O Rio Ribeira hoje não tem nem a metade de água que tinha

Publicado em 21 de fevereiro de 2011
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Antonio Rodrigues de Souza
Nasceu em Iguape em 07/09/1940. Chegou em Registro em 1979. Funcionário público, aposentado.

Minha família é de origem portuguesa e espanhola. Tive três irmãos que faleceram, vivo só resta eu e minha irmã. Eu morava no sítio, não era uma terra muito boa. Criava galinha, porco e plantava. Comecei a trabalhar com meu pai com a idade de 7 anos.

Um tempo freqüentei a Escola Municipal, depois ela fechou. Eu lembro de uma professora, a Dona Maria Aranha, a filha dela também estudava lá. Ela era brava e mansa. Naquela época a professora era uma segunda mãe da gente. Quando chegava a hora do recreio você oferecia voluntariamente para encher as vasilhas da professora. Para a professora tomar banho e fazer comida. A professora morava num puxadinho do lado da escola. A escola ficava uns 8 Kms de casa, eu ia à pé, demorava uma hora e meia para chegar. Quando eu chegava em casa eu ia comer alguma coisa e o pai já chamava a gente para trabalhar na roça.

Matraca tem duas argolas e é feita de madeira. A gente usava para plantar arroz, feijão e milho. Esta região do Vale do Ribeira foi o maior produtor de arroz. Foi até representante em Milão. Ali onde é o KKK ficava a máquina de beneficiar o arroz. O vapor Bento Martins fazia o transporte do arroz.

Eu saí do Município de Iguape e fui morar no sítio da família da minha esposa, mas era muito pequeno lá e morava muita gente. Fui desgostando daquilo e eu disse para minha mulher: Vou embora para a cidade. Daí viemos para Registro.

Conheci minha mulher no vapor. Minha esposa já tinha me visto com outra moça numa festa em Itapetininga. Aí eu vim para Registro e minha esposa perguntou: “Você já casou?”. Eu disse: “Não, aquele namorinho é bobagem”. E ela: “Olha me fale a verdade”. Daí começamos a namorar.

Fiz concurso para prefeitura e passei. Era encarregado de pessoal. Depois tinha lá a parte que era do Ministério do Trabalho e me chamaram para trabalhar no lugar de uma moça do que ficou doente. Mas eu não sabia nada daquilo, mas o chefe gostou de mim e não me deixaram mais sair. Fui substituir por oito meses fiquei dezoito anos. Aprendi tudo.

Registro agora é a capital do Vale do Ribeira, antes era a capital do Chá.

Eu gostava de ir na beira rio. Uma enchente é bonita, o problema é que faz estrago. O rio Ribeira hoje não tem nem a metade de água que tinha. Quando o vapor grande portava, punha uma prancha grande para a gente descer. Diminuiu muito o volume de água.

Aqui teve ouro. Tiravam daqui e deixavam registrado aqui o valor que ia para Portugal.

Quem trouxe o progresso aqui foi a BR 116.

Eu tenho o sonho de viver mais um pouco, ter saúde. E que meus netos tenham uma situação melhor. Eu já passei cada situação difícil.

Quando eu morrer o único inventário que quero é dos meus restos mortais

Publicado em 21 de fevereiro de 2011
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Lauriano dos Santos
Nasceu em Registro em 22/10/1944. É político, aposentado.

Da parte da minha mãe as pessoas nasceram em Registro. Meu pai nasceu aqui, mas é de família turca. Eu nasci numa casa de pau a pique e vivi com toda a simplicidade que a pobreza impõe.

Eu tinha 10 anos quando cheguei na cidade. A praça chamava Dr. Benedito Martins Barbosa e não praça Jóia. A cidade começava ali. Eram ruas de terra e a energia acabava 10 horas da noite. Naquela época deveria ter 5.000 habitantes. Hoje devemos ter 70.000.

Era um bairro chamado Cerrinha, tinha uma comunidade negra. Era mais ou menos um Quilombo. A gente viveu ali. As pessoas de lá marcaram muito minha memória. Lembro do Nho Vitorino, Nho Maneco Balduíno. Uma vez fiquei doente e minha mãe falava que eu ia morrer. O Nho Maneco ficava segurando no meu braço. Nunca esqueci isso.

Tinha uns três quilômetros de distância da minha casa à escola. A gente ia a pé e descalço. Uma vez estava muito frio e eu não parava de tremer e minha professora Dona Ediviges me chamou e disse: “Venha à frente”. Eu fiquei com medo de tomar uma bronca porque estava tremendo. Aí ela chamou o filho dela: “Carlinhos venha à frente, dá esse casaco pra ele”. Ao término da aula fui devolver o casaco e ela disse: “Fique com o casaco”. Senti um calor humano, já contei isso em livros.

Trabalhei com chá. Aqui tinha o chá da Índia. A cultura do chá aqui em Registro foi marcada por isso, é um fator econômico importante para a cidade. Eu colhia o chá e depois trabalhei na fábrica. É uma forte companheira da babaneicultura. Depois com o avanço tecnológico de outros países acabou enfraquecendo a plantação aqui.

Naquela época era mais segregacional, os japoneses ficavam mais na deles. Depois isso mudou.

Eu tenho na marca da minha história de ter levantado o poste da primeira eletrificação rural do Brasil. Fui eletricista por um tempo. Depois prestei concurso e passei. Fui vereador, me reelegi e como eu queria ser um bom vereador, fui estudar. Até hoje sou considerado um dos melhores vereadores que teve na cidade, parece até falta de modéstia. Política para mim é o preço da consciência. Saí candidato a prefeito algumas vezes, mas não me elegi.

Tenho doze livros publicados. Mas não consigo guardar nada do que escrevo. Poesia para mim é aquele filho que você deixa no mundo. Tenho mil e tantos poemas escritos.

Eu amo o Rio Ribeira do Iguape e adoro o Bosque do Votupoca.

Estou com 66 anos e acho que meu sonho é viver bem. Quando eu morrer o único inventário que quero é dos meus restos mortais.

Quero ser médico legista. Sou siderado pelos seriados CSI

Publicado em 21 de fevereiro de 2011
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Giulliano Salvatore de Vita Lima

Nasceu em 1994 em Campinas, veio para Registro em 1996. É de origem italiana e estudante.

Nasci em Campinas. Fiquei até 1996, quando vim para Registro. Depois fui para Campinas, em 2000, quando minha irmã nasceu e fiquei lá por 3 anos. Depois voltei para Registro.

Fomos para Itália passear e visitar a família da minha mãe. E foi muito bom.

Em 1996 fomos para Pariquera. Não me lembro bem o motivo porque eu era bem pequeno. Viemos para cá pois uma parte da família da minha mãe era daqui. Minha irmã nasceu com problemas. Quando ela nasceu, ela perdeu a mobilidade. Ela não sente nada da cintura para baixo. Esse é o único problema de minha irmã. Mas nos damos muito bem.

O que me lembro de minha infância são algumas brincadeiras. Brincava de pega pega, polícia e ladrão, essas coisas. Entrei na escola já aqui em Registro. Agora estou no terceiro ano do ensino médio, no Paula Souza. O que me lembro é do meu primeiro dia de aula, inesquecível. Aquela choradeira, os pais vão embora… mas depois a gente se acostuma.

Alguns professores me marcaram. Uma professora me marcou ainda lá em Campinas Ela tinha uma descedência francesa.

Eu queria ser várias coisas quando criança… Mas agora estou pensando se vou mesmo fazer faculdade de medicina ou biologia.

Aqui em Registro gosto de passear, ir ao cinema, dar uma volta. Por aqui não tem muito o que fazer. Pariquera tem uma praça, Jacupiranga tem uma pista de skate, são as cidades que vou.

Na escola fiz curso técnico de administração. É bom ter uma visão mais ampla. Fiz administração por que estava faltando. por isso optei por administração. Eu queria uma boa capacitação profissional.

Nunca pensei em ser médico, até pelos problemas que minha irmã teve. Mas agora estou pensando nisso. Ou biologia forense. Sou siderado pelos seriados CSI, essas coisas. Mas é interessante. Acho que seria legal ser médico legista.

Tenho também um sonho de montar uma banda, com alguns amigos em Suzano. Uma banda de Rock. Essa ideia começou com meu pai. Ele era baixista e ele deu o instrumento para mim. Isso me deu vontade de tocar. Estou buscando isso.

O dia a dia aqui varia bastante. Quando eu fazia o técnico era super corrido. Mas agora consigo sair mais com os amigos. Tem alguns lugares legais de ir, mesmo sendo uma cidade pequena.

O que marca aqui em Registro, acho, é o KKKK. Essa história é legal. Tem um mito que se você entrar no Ribeira você pode acabar encontrando ouro dos navios que passaram por aqui.

É legal contar minha história, é bom relembrar. A gente pensa que não, mas o tempo voa. A gente nem vê.

Registro é grande

Publicado em 19 de fevereiro de 2011
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Zenilda Souza Ferreira
Nasceu eu Registro em 22 de dezembro de 1975. Faz salgados e doces para fora.

Minha família é toda de Registro. Tenho origem portuguesa e de índios. É uma mistura
de cor lá em casa. Lembro das comidas, pirão, o cuscuz, do arroz, o bolinho de roda. A gente tenta trazer para nós pra não esquecer. Brincadeiras que não tem mais hoje. Eu gostava de brincar de coisas de menino, mas meus pais não gostavam. Hoje é tudo internet. Eu gostava de jogar futebol e de pipa.

A cidade de Registro era pouco desenvolvida. O que comandava aqui era o chá e a banana. Hoje em dia tem mais fábricas. Tá começando a melhorar.

Tinha muito baile. Era a única diversão que a gente tinha. Músicas alegres. Esperava amanhecer para voltar.

A gente via muito pouco meu pai. Ele trabalhava numa firma fora. Fui conviver com meu pai mesmo com 11 anos. Se não fosse por ele não estaríamos bem como estamos hoje. Quando ele saiu do serviço ele foi para a pesca. Hoje é o ganho dele. Vendemos filé de manjuba.

Tinha o bosque que a gente sempre ia. Era muito alegre, tinha bastante bicho. A praça que hoje está meio esquecida. As mães traziam os filhos. Hoje vem pouca gente aqui. Era um ponto turístico, não sei o que aconteceu.

Adoro trabalhar fazendo e vendendo doces e salgados. Comecei a fazer um curso disso e eu e minha irmã começamos a pensar: não tem trabalho, vamos então a meter a mão na massa. Fazia salgado pela manhã, vendia a tarde, cinco horas não tinha mais nada.

Meu sonho é pequeno. Gostaria de montar um negócio, um comércio no centro para vender os doces e salgados. As pessoas não dão valor para a coisa artesanal.

Esse projeto é bom porque as pessoas vão conhecer a nossa cidade. Registro é grande…

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