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Árvore de dinheiro no Brasil: o café!

Publicado em 17 de março de 2011
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Rubens Takeshi Shimizu
Nasceu em Registro em 05/11/1943. É agricultor.

Meus pais vieram do Japão. Meu pai veio com seis anos de idade e minha mãe com três. Meu avô veio direto pra Registro. Na época, Registro ainda precisava ser desbravado. Eles vieram com uma área comprada, mas sem saber onde ficava essa área. Meu avô veio em 1927, mais ou menos, e a colonização em Registro tinha começado em 1913. Eles ficaram no bairro mais distante do município de Registro.

Tinha uma companhia de colonização chamada KKKK, que havia feito o mapeamento do local que havia sido acertado com o governo brasileiro. Meu avô comprou dez alqueires ainda no Japão e, como a terra era dele, ele sempre disse que aqui viveria e seria enterrado, e assim aconteceu.

No Japão a vida era muito difícil, não havia alimentos…Sem contar a propaganda do Brasil que chegava ao Japão: haveria até árvores que davam dinheiro, que era o café.

Na época havia muitas dificuldades, a mata virgem, doenças como malária… Eles montaram uma casinha bem improvisada, bem rudimentar mesmo. Eu não tive muito contato com essa história, mas meu avô chegou a perder a mulher e buscar uma nova esposa lá no Japão.

Na época em que eu nasci não havia hospital, somente uma parteira chamada senhora Sumie e andava pela cidade fazendo os partos. Eu nasci no sítio.

Na primeira escola onde estudei, em Registro, a gente sempre levava “reguada” da diretora por chegar atrasado. Mas no dia seguinte chegava no horário! Andava quatro quilômetros pra chegar lá. Os professores não faltavam, era uma escola bem estruturada.

Voltei pra Registro, fiz o ginasial, mas naquela época meu pai estava precisando de ajuda na fábrica de chá, então fui ajudá-lo. Depois fiquei parado dois anos, ajudando meu pai a montar um sítio em Pariqueraçu.

Meu pai então me mandou pra fazer um estágio em agricultura nos Estados Unidos durante um ano, mas eu preferi fazer um curso agrícola aqui. Ele me mandou então de avião até Belo Horizonte e de lá para Viçosa. Demorava quatro horas! Não tinha mais ônibus, tive que ir de trem. Fiz dois meses de cursinho pra fazer vestibular. Achei que estava perdido, tinha muitos alunos que tinham acabado de sair da escola, e eu estava há dois anos parado. Na hora do resultado, entrei em 39º lugar, de 40 vagas. Era um curso técnico. Fiz o vestibular e entrei no superior e fiquei mais três anos lá, no total foram sete anos.

O chá era o seguinte: meu avô havia fundado a Sociedade Chatopi, na mesma época em que começou a funcionar em Registro a Cooperativa de Cotia, então a Chatopi passou pra Cotia. A Cooperativa concentrou em algumas fábricas, e uma delas era na casa do meu avô, então era pra onde levavam a produção da Chatopi. Eu trabalhei mais na fábrica do que na produção.
O processo de fabricação do chá é assim: o chá é colhido, o broto tem que ser bom, o chá é pré-murchado, moído e depois fermentado. E o ponto de fermentação tem que estar certinho, se não não fica bom.
A Cooperativa então montou uma fábrica central.

As dificuldades na produção de chá aqui na região vêm da década de 70, na época das leis trabalhistas. O pessoal que trabalhava de chá não ganhava salário, era por produção. Isso pegou muitos produtores despreparados, não conseguiam nem registrar nem pagar os funcionários.

Quando eu voltei da faculdade trabalhei dois anos com educação, e depois mais quatro ou cinco anos na Secretaria de Planejamento, no projeto Centro Estadual de Desenvolvimento agrícola do Vale do Ribeira. Era um recurso japonês que vinha para fazer aqui uma área toda cultivável. Mas mandaram um equipamento muito pesado, e até refazer o projeto, corrigir e mandar pro Ministério, mandar para o Japão, sem informática nessa época…aí quando voltava pro Brasil o Ministro ou o Secretário já era outro. Aí complicava muito.

Depois fui trabalhar novamente no sitio, ainda produzindo chá. Entrou novamente em decadência o chá, então plantei mexerica, plantas ornamentais…minha missão era ajudar meus irmãos e alguns sobrinhos, com o resultado da propriedade, depois do falecimento do meu pai. Minha vontade era vendê-lo depois da formatura do meu último sobrinho, mas meus filhos não deixaram. Eles então percorreram e descobriram que ainda havia muito mercado para plantas ornamentais.

Nós trabalhamos na Associação para trazer os jovens e manter as tradições japonesas, não precisa nem ser descendente de japoneses, é só querer. Tem cursos de origami, taiko (que é o bumbo japonês).

No Sindicato Rural temos capacitação profissional e eventos oferecidos para o povo rural.
Estamos tentando ensinar para o meu neto as canções japonesas, como segurar o hashi… pra criançada em geral na comunidade a gente ta tentando fazer.

Meus antepassados, meus avós, eles tinham o costume de fazer a cerimônia do chá. Eu não sabia exatamente para quê, mas a gente vinha voluntariamente fazer, pendurar as lanternas na rua. Hoje em dia não tem mais, chama-se Expo Vale. Nós temos que preservar essas coisas boas que acontecem no município. Agora temos também a criação do nosso Museu, que é tombado pelo Conselho Estadual e ano passado pelo IPHAN, na esfera federal. Nós conseguimos tombar ainda mais nove conjuntos aqui da região. Nós vamos tentar restaurar tudo, trabalhar, pra tentar tornar uma atração turística.
Esse é meu sonho: transformar Registro, aproveitando seus títulos de Capital de Vale do Ribeira, marco da imigração japonesa, terra do chá, em atração turística.

O meu sonho mesmo era formar todos os meus irmãos e meus sobrinhos, agora que já consegui quero ajudar mais a comunidade.

Antonio Rodrigues

Publicado em 14 de março de 2011
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Ali onde hoje é o KKKK era a máquina de beneficiar o arroz. Essa região do Vale do Ribeira era a maior produtora de arroz do estado de São Paulo, Registro e Iguape foram. Iguape até foi representar a produção em Milão, na Itália!

Antonio Rodrigues conta sobre o ciclo de produção de arroz no Vale do Ribeira e um pouco da sua tragetória de vida

A minha casa era uma casa de festa

Publicado em 22 de fevereiro de 2011
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Nilton José Hirota da Silva
Nasceu em 17 de Março de 1958 em Pariquera Açu. Professor e supervisor de ensino.

Eu tenho duas origens, sou mestiço. O meu avó por parte do pai é português da Ilha da Madeira, e da mãe, japonês. Eu tive influência das duas famílias. Minha família japonesa era menos numerosa que a portuguesa. Não sei porque eles vieram para o Brasil, vieram para morar em Iguape e fixaram residência ali mesmo. Ele foi dos primeiros açougueiros na região.

Meu avô veio para São Paulo, e acabou sendo encaminhado para cá. Ele teve a missão de separar as terras e a área territorial de Registro, trabalhava na colonização, no KKKK. Ele não se adaptou a São Paulo e quando apareceu essa oportunidade, ele aceitou. Ele também fazia tradução, regularizava os registros de imigração. E ainda, ele foi o primeiro japonês a casar-se com uma brasileira aqui em Registro.

Meu tio foi um grande playboy, faleceu muito cedo, infelizmente, num acidente. Mas ele tinha um jeep, era galã conquistador.

Quando as pessoas se interessavam em vir para o Brasil, recebiam uma cota de terras. Então quem administrava essa distribuição era meu avô. Ele analisava os contratos e fazia a divisão. Já chegamos a ter 80% da população formada por japoneses aqui.

Meu avô morava perto da Praça dos Expedicionários, depois moramos onde hoje é o banco na avenida principal, e depois começamos a nos afastar.

Meus pais se conheceram em tempos de escola, não sei muito bem como, minha mãe era mestiça mas o preconceito já era mais tranquilo. Mas quando eu era mais novo, em 74, 75, namorei uma japonesa, a família dela não aceitava muito a relação. Tinha que ser meio escondido mesmo, pular a janela. E era emocionante por isso também. Teve até tiro pro alto, pra me assustar.

A relação com o meu avó era muito especial, meu avô era muito conhecido aqui. Chamava-se Heiro Costa e ele era um companheiro de quase todos os dias, aprendi a jogar xadrez com ele. Ganhei um tabuleiro de um tio meu, e quando acabava minha aula às 11:30, chegava na casa dele e ele estava lá me esperando. Meu avô realmente foi muito importante na minha formação. Ele que me incentivou a entrar para a política, por exemplo.

Aqui era tudo diferente, os parentes moravam todos na mesma avenida, mas hoje em dia é só comércio. Na minha memória já fugiu um pouco como era a cidade, brincávamos de pegar amora silvestre, jogar futebol na rua com colegas de escola ou de rua mesmo.

Cheguei a ser vice campeão do Estado de xadrez, aos 13 anos. Até os 16 anos joguei muito xadrez. Hoje sou professor de xadrez, ensino muito a molecada.

Nos seis anos que morei em São Paulo, se eu fiquei três fins de semana lá foi muito. Vinha todo o fim de semana para cá. Fui pra São Paulo para estudar.

Tinha muita festa aqui. A minha casa era uma casa de festa. Meus pais foram muito festeiros, fazíamos baile com luz negra e cuba libre. Depois passei a ser DJ, fiz isso cinco, seis anos. Eu e meu irmão trouxemos os primeiros shows da região, trouxemos o Ira, Roupa Nova, que deu 100% de lucro. Foi muito bom enquanto durou. Depois do Roupa Nova a gente se separou e eu fiz o Paralamas só com a minha esposa.

Teve época que chegamos a fazer três bailes por dia. Três equipes de som em três lugares diferentes. Eu ficava no Vale do Chá.

Depois comecei a ser professor e gostei. Hoje sou professor de professor. O Chico Mané, que tem um cursinho para concurso aqui do lado, me convidou para ajudar. Eu comecei e foi aumentando a turma.

Eu tive também experiência de cinco anos de locutor de rádio. Depois me elegi vereador, já era conhecido na cidade. Fui vereador quatro vezes, agora sou suplente de vereador. O que me motiva é ajudar a cidade, passei toda a minha vida aqui.

Os diários do meu avô são um referência aqui na cidade. Nesse centenário da imigração japonesa de Registro, pretendemos traduzir a obra completa. É um diário muito revelador da nossa história. Ele era muito minucioso e observador. Falava até de um terremoto que teve aqui na região, da temperatura. Ele participou da divisão de terras aqui da região. Ele era uma espécie de jornalista.

Comecei a estudar mais a história da região

Publicado em 21 de fevereiro de 2011
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Selma de Araujo Torres Omuro
Nasceu em Registro (SP) em 11 de Fevereiro de 1965. É supervisora de Ensino.

Meu pai se formou médico no Rio de Janeiro em 1958 e teve que começar a trabalhar logo. O único lugar que tinha vaga para médico era em Pariquera Açu.

Começaram a vida num lugar onde a vida estava recomecando. A cidade era bem diferente, sou de uma geração que viu a cidade se transformar. A cidade tinha só a avenida principal e a rua era de lajotas. Fui estudar em Santos e fiz faculdade em São Paulo. Depois voltei para cá.

Fui dar aula na escola em que estudei, mas já era uma outra escola. O clube BBS continua no mesmo lugar, mas é um outro prédio. As minha lembranças da adolescência são diferentes da arquitetura de hoje.

A gente sentava na escadaria e ficava vendo a entrada das andorinhas nessa torre que é hoje o KKKK. As casas também mudaram. As casas dos japoneses tinham um bangalô. Eu tinha curiosidade em saber o​ que era aquela casinha que ficava em cima do telhado.

Quando começou a colonização japonesa a educação estava abandonada. Então a colônia japonesa investiu construindo prédios e colocando japoneses na escola. Mas com Getúlio Vargas foi proibido escola estrangeira no Brasil e só podia ensinar língua estrangeira para crianças a partir dos 10 anos, mentalidade nacionalista. Tinha uma escola japonesa só para ensinar japonês e ela funcionava onde era o estádio futebol da cidade.

Quando eu fui professora do curso do CEFAN juntou vários jovens que tiveram essa experiência de estudar fora e voltar para a cidade. Passei a ter outra visão da região, pois fui conhecer o vale mesmo, fazíamos viagens com um professor de biologia e os alunos. Daí eu comecei a estudar mais a história da região e a valorizar mais. Eu tinha aquela imagem que era um lugar pobre, depois mudei minha mentalidade.

Meu primos e amigos de outra cidade adoravam passar férias aqui, apesar da cidade não ter nada. Tinha aquela coisa de turma. Tinha esse clima de cidade do interior, das festas, churrasco no sítio do Caverna, na casa do Wellington.

Eu e meu marido fundamos um cine clube aqui em Registro. Porque o nosso cinema aqui estava abandonado. Só passava filme de luta marcial ou pornográfico. A gente alocou um horário no próprio cinema. Foi aí que eu conheci meu marido e comecei a namorar.

Embora aqui seja uma região de baixa renda, tem uma riqueza cultural e ambiental. Cananéia e Iguape são uma das cidades mais antigas do Brasil, colônia japonesa em Iguape, colonização européia em Pariquer Açu, quilombolas.

O Rio Ribeira hoje não tem nem a metade de água que tinha

Publicado em 21 de fevereiro de 2011
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Antonio Rodrigues de Souza
Nasceu em Iguape em 07/09/1940. Chegou em Registro em 1979. Funcionário público, aposentado.

Minha família é de origem portuguesa e espanhola. Tive três irmãos que faleceram, vivo só resta eu e minha irmã. Eu morava no sítio, não era uma terra muito boa. Criava galinha, porco e plantava. Comecei a trabalhar com meu pai com a idade de 7 anos.

Um tempo freqüentei a Escola Municipal, depois ela fechou. Eu lembro de uma professora, a Dona Maria Aranha, a filha dela também estudava lá. Ela era brava e mansa. Naquela época a professora era uma segunda mãe da gente. Quando chegava a hora do recreio você oferecia voluntariamente para encher as vasilhas da professora. Para a professora tomar banho e fazer comida. A professora morava num puxadinho do lado da escola. A escola ficava uns 8 Kms de casa, eu ia à pé, demorava uma hora e meia para chegar. Quando eu chegava em casa eu ia comer alguma coisa e o pai já chamava a gente para trabalhar na roça.

Matraca tem duas argolas e é feita de madeira. A gente usava para plantar arroz, feijão e milho. Esta região do Vale do Ribeira foi o maior produtor de arroz. Foi até representante em Milão. Ali onde é o KKK ficava a máquina de beneficiar o arroz. O vapor Bento Martins fazia o transporte do arroz.

Eu saí do Município de Iguape e fui morar no sítio da família da minha esposa, mas era muito pequeno lá e morava muita gente. Fui desgostando daquilo e eu disse para minha mulher: Vou embora para a cidade. Daí viemos para Registro.

Conheci minha mulher no vapor. Minha esposa já tinha me visto com outra moça numa festa em Itapetininga. Aí eu vim para Registro e minha esposa perguntou: “Você já casou?”. Eu disse: “Não, aquele namorinho é bobagem”. E ela: “Olha me fale a verdade”. Daí começamos a namorar.

Fiz concurso para prefeitura e passei. Era encarregado de pessoal. Depois tinha lá a parte que era do Ministério do Trabalho e me chamaram para trabalhar no lugar de uma moça do que ficou doente. Mas eu não sabia nada daquilo, mas o chefe gostou de mim e não me deixaram mais sair. Fui substituir por oito meses fiquei dezoito anos. Aprendi tudo.

Registro agora é a capital do Vale do Ribeira, antes era a capital do Chá.

Eu gostava de ir na beira rio. Uma enchente é bonita, o problema é que faz estrago. O rio Ribeira hoje não tem nem a metade de água que tinha. Quando o vapor grande portava, punha uma prancha grande para a gente descer. Diminuiu muito o volume de água.

Aqui teve ouro. Tiravam daqui e deixavam registrado aqui o valor que ia para Portugal.

Quem trouxe o progresso aqui foi a BR 116.

Eu tenho o sonho de viver mais um pouco, ter saúde. E que meus netos tenham uma situação melhor. Eu já passei cada situação difícil.

Quero ser médico legista. Sou siderado pelos seriados CSI

Publicado em 21 de fevereiro de 2011
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Giulliano Salvatore de Vita Lima

Nasceu em 1994 em Campinas, veio para Registro em 1996. É de origem italiana e estudante.

Nasci em Campinas. Fiquei até 1996, quando vim para Registro. Depois fui para Campinas, em 2000, quando minha irmã nasceu e fiquei lá por 3 anos. Depois voltei para Registro.

Fomos para Itália passear e visitar a família da minha mãe. E foi muito bom.

Em 1996 fomos para Pariquera. Não me lembro bem o motivo porque eu era bem pequeno. Viemos para cá pois uma parte da família da minha mãe era daqui. Minha irmã nasceu com problemas. Quando ela nasceu, ela perdeu a mobilidade. Ela não sente nada da cintura para baixo. Esse é o único problema de minha irmã. Mas nos damos muito bem.

O que me lembro de minha infância são algumas brincadeiras. Brincava de pega pega, polícia e ladrão, essas coisas. Entrei na escola já aqui em Registro. Agora estou no terceiro ano do ensino médio, no Paula Souza. O que me lembro é do meu primeiro dia de aula, inesquecível. Aquela choradeira, os pais vão embora… mas depois a gente se acostuma.

Alguns professores me marcaram. Uma professora me marcou ainda lá em Campinas Ela tinha uma descedência francesa.

Eu queria ser várias coisas quando criança… Mas agora estou pensando se vou mesmo fazer faculdade de medicina ou biologia.

Aqui em Registro gosto de passear, ir ao cinema, dar uma volta. Por aqui não tem muito o que fazer. Pariquera tem uma praça, Jacupiranga tem uma pista de skate, são as cidades que vou.

Na escola fiz curso técnico de administração. É bom ter uma visão mais ampla. Fiz administração por que estava faltando. por isso optei por administração. Eu queria uma boa capacitação profissional.

Nunca pensei em ser médico, até pelos problemas que minha irmã teve. Mas agora estou pensando nisso. Ou biologia forense. Sou siderado pelos seriados CSI, essas coisas. Mas é interessante. Acho que seria legal ser médico legista.

Tenho também um sonho de montar uma banda, com alguns amigos em Suzano. Uma banda de Rock. Essa ideia começou com meu pai. Ele era baixista e ele deu o instrumento para mim. Isso me deu vontade de tocar. Estou buscando isso.

O dia a dia aqui varia bastante. Quando eu fazia o técnico era super corrido. Mas agora consigo sair mais com os amigos. Tem alguns lugares legais de ir, mesmo sendo uma cidade pequena.

O que marca aqui em Registro, acho, é o KKKK. Essa história é legal. Tem um mito que se você entrar no Ribeira você pode acabar encontrando ouro dos navios que passaram por aqui.

É legal contar minha história, é bom relembrar. A gente pensa que não, mas o tempo voa. A gente nem vê.