Tag: lenda

Toraju Endo

Publicado em 16 de fevereiro de 2011
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Um garimpeiro espanhol queria atravessar o Brasil com sete barras de ouro, mas não queria pagar os impostos à coroa portuguesa. Perguntou então o caminho para um indío, que mostrou onde ele encontraria ainda mais ouro. O espanho então enterrou as sete barras na aldeia do índio e nunca mais as encontrou.

Tojaru Endo fala também sobre a acolhida da cidade e sobre as importações de banana nos anos 70.

Toraju Endo

João Martins da Costa

Publicado em 16 de fevereiro de 2011
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Exploraram o ouro nas montanhas e fizeram com ele sete barras de ouro. Só que eram três colegas, e os três morreram. Ninguém sabe onde está esse ouro.

João Martins da Costa também fala sobre a união da cidade e das maiores famílias.

João Martins da Costa

Caverna do Diabo

Publicado em 14 de fevereiro de 2011
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Jaime Alves
Nasceu em Eldorado, 06/06/1943. É aposentado/ guia turístico.

Meu pai era de Iguape e praticamente se criou aqui; e minha mãe, de Itapiuna, cidade vizinha daqui. Os meus pais se conheceram em Eldorado, por causa da Igreja Batista. Tiveram 4 filhos, 3 meninos e 1 menina, sendo eu o mais velho.

Na época a gente sofreu muito porque a minha mãe pegou uma tuberculose. Então tivemos que levar ela pra São Paulo. Meu pai só podia visitá-la 1 vez por ano, porque não tinha condições. Ele vendeu tudo pra ir visitá-la e deixar dinheiro pra ela. Quando meu pai viu que ela não teria cura, trouxe pra casa. Ela viveu mais um ano e faleceu. Ele ficou viúvo até morrer, com 90 anos.

A infância aqui em Eldorado era assim: a gente ia pela trilha para ir para escola, caminhando. Chegando na escola a gente via o pessoal com mais condições comendo e a gente passando fome. Depois voltava os 6 quilômetros, com chuva e tudo, com medo do mato, e às vezes quando voltava não tinha nem pra comer. Nesse caminho até o colégio tinha muitas coisas que a gente via.

Uma vez eu vi um vulto que parecia um boi. Quando cheguei perto já não era um boi, era um burro. Quando cheguei pertinho, esse negócio saiu da estrada e já não era um burro, era um porco. E não me deixava passar. Isso eu não esqueço, além de outros barulhos, outras coisas estranhas que aconteciam. Só não sei dizer o que era.

No mesmo sítio que eu morava de pequeno, casei, morei lá. É um sítio grande. Em 97, quando deu aquela enchente, inundou tudo até ali perto de casa. Eu estava voltando pra casa e fui nadando, os bichos me mordendo, e eu fui por entre o bananal para encontrar o meu pai. Cheguei lá e o meu pai estava tranqüilo, sentado. A água estava pertinho, mas não tinha chegado até a casa. Só que perdi todo o bananal que eu estava plantando.

Trabalhei cuidando do parque da Caverna do Diabo. Eu fui fazendo contato com os turistas que desciam dos ônibus e aos poucos o pessoal foi me incentivando a ser guia turístico das cavernas da região. Eu pedi autorização e me deixaram. Virei guia. Da Caverna do Diabo eu conheci tudo, percorri tudo, de ponta a ponta.

Uma vez um pessoal entrou lá e passou do limite permitido aos turistas. Foi passando o tempo e eles não voltavam. Achavam que eles estavam perdidos no mato, mas eu achava que eles estavam na caverna. Passados 3 dias, eu consegui uma equipe para ir buscá-los. Achamos as pessoas, estava com as pernas machucadas de nadar entre as pedras. Ajudamos as pessoas a saírem, e já tinha bombeiros para resgatá-los. Eu trabalhei 26 anos lá e essa foi a maior coisa que fiz.

Lenda no morro do Votupoca

Publicado em 6 de fevereiro de 2011
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Camilo Aparecido de Almeida
Nasceu em Sete Barras em 12 de Outubro de 1966. É aposentado e mantém um blog sobre o Vale do Ribeira.

No morro do Votupoca, conhecido como vulcão, tinha uma gruta. Contavam que nessa gruta tinha uma serpente de duas asas, ela voava e pegava carneiros e porcos. As pessoas não se importavam, até as crianças começarem a sumir. A lenda diz que chamaram um benzedeiro e a serpente nunca mais voltou…

Diz a lenda que um espanhol veio para cá e achou 7 barras de ouro

Publicado em 5 de fevereiro de 2011
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Toraju Endo
Nasceu no Japão, Ogoi- Machi, Provincia Hukashima, em 01/04/1936. Imigrou para o Brasil em 1957. Aposentado

Aquela época era muito bom. Bananeiro estava muito contente. Era a época de exportação da banana. Com as enchentes dos anos 70 as plantações acabaram. Bananeiro ficou triste.

Diz a lenda que um espanhol veio para cá e achou 7 barras de ouro. Como queria fugir da fiscalização perguntou para um índio qual caminho poderia fazer. O indío disse que tinha mais ouro na região e que poderia guardar as Sete Barras na aldeia “Ointã Hogua”. Depois de um tempo voltou na aldeia e o ouro não estava mais lá. Ficou sem nada e foi embora.