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Museu em Rede estará na Casa do Patrimônio em Iguape

Publicado em 23 de fevereiro de 2011
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No próximo fim de semana, dias 26 e 27 de Fevereiro, o Museu em Rede estará em Iguape, no Vale do Ribeira. Nos últimos finais de semana estivemos em Sete Barras, Eldorado e Registro.

O Museu em Rede estará na Casa do Patrimônio, Rua 15 de novembro, 218, das 9h às 17h no Sábado e Domingo. A ideia é capturar depoimentos em vídeo dos moradores da cidade que tenham histórias pra contar sobre Iguape e sobre suas vidas.

Centro histórico

Casario

Carnaval - Bloco Zé Pereira

Festa Agosto Bom Jesus

Comecei a estudar mais a história da região

Publicado em 21 de fevereiro de 2011
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Selma de Araujo Torres Omuro
Nasceu em Registro (SP) em 11 de Fevereiro de 1965. É supervisora de Ensino.

Meu pai se formou médico no Rio de Janeiro em 1958 e teve que começar a trabalhar logo. O único lugar que tinha vaga para médico era em Pariquera Açu.

Começaram a vida num lugar onde a vida estava recomecando. A cidade era bem diferente, sou de uma geração que viu a cidade se transformar. A cidade tinha só a avenida principal e a rua era de lajotas. Fui estudar em Santos e fiz faculdade em São Paulo. Depois voltei para cá.

Fui dar aula na escola em que estudei, mas já era uma outra escola. O clube BBS continua no mesmo lugar, mas é um outro prédio. As minha lembranças da adolescência são diferentes da arquitetura de hoje.

A gente sentava na escadaria e ficava vendo a entrada das andorinhas nessa torre que é hoje o KKKK. As casas também mudaram. As casas dos japoneses tinham um bangalô. Eu tinha curiosidade em saber o​ que era aquela casinha que ficava em cima do telhado.

Quando começou a colonização japonesa a educação estava abandonada. Então a colônia japonesa investiu construindo prédios e colocando japoneses na escola. Mas com Getúlio Vargas foi proibido escola estrangeira no Brasil e só podia ensinar língua estrangeira para crianças a partir dos 10 anos, mentalidade nacionalista. Tinha uma escola japonesa só para ensinar japonês e ela funcionava onde era o estádio futebol da cidade.

Quando eu fui professora do curso do CEFAN juntou vários jovens que tiveram essa experiência de estudar fora e voltar para a cidade. Passei a ter outra visão da região, pois fui conhecer o vale mesmo, fazíamos viagens com um professor de biologia e os alunos. Daí eu comecei a estudar mais a história da região e a valorizar mais. Eu tinha aquela imagem que era um lugar pobre, depois mudei minha mentalidade.

Meu primos e amigos de outra cidade adoravam passar férias aqui, apesar da cidade não ter nada. Tinha aquela coisa de turma. Tinha esse clima de cidade do interior, das festas, churrasco no sítio do Caverna, na casa do Wellington.

Eu e meu marido fundamos um cine clube aqui em Registro. Porque o nosso cinema aqui estava abandonado. Só passava filme de luta marcial ou pornográfico. A gente alocou um horário no próprio cinema. Foi aí que eu conheci meu marido e comecei a namorar.

Embora aqui seja uma região de baixa renda, tem uma riqueza cultural e ambiental. Cananéia e Iguape são uma das cidades mais antigas do Brasil, colônia japonesa em Iguape, colonização européia em Pariquer Açu, quilombolas.

Café cereja

Publicado em 20 de fevereiro de 2011
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Rosa Calcinoto de Oliveira
Nasceu em São Manoel do Paraíso em 23 de Abril de 1929. Chegou em Registro em 1960. Aposentada.

Minha mãe e meu pai, os dois italianos… meu pai trouxe eu com uns 6 meses de idade para Piraju, onde criei e casei. Tive um irmão, mas morreu pequeno.

Minha infância era brincar em casa, ia pra roça e brincava debaixo dos pés de café. Brincava de apanhar algodão, boneca com milho, o milho já tinha aquele cabelo bonitinho, ai deitava a boneca lá.

Cresci na fazenda, casei, estudei um ano só na minha vida. Estudava na fazenda Santa Ana, era uma escola mista municipal, minha professora até hoje eu tenho saudades dela. Ela chamava Jandira Loba. Eu ia a pé até a escola.

Quando eu cresci um tanto mais, meu pai me chamou para ajudar… ajudar a catar café cereja. Tem muita gente que não sabe qual é o café cereja. Eu separava, peneirava, tinha que separar o seco, o verde, só podia sobrar aquele maduro. Eu fazia isso rápido.

Cresci, fiquei moça e casei. Meu marido era de Itapeva, ele veio trabalhar numa fábrica de ladrilho em Piraju e lá o conheci. Namorei ele por dois anos, casei na véspera de Natal.

Registro tinha muito mato. A rua era tudo terra, mas os primeiros prefeitos começaram a ladrilhar as ruas. Aqui tinha uma grande lavoura de chá. Mas foi passando a época, passando o tempo, e fecharam as fábricas.

Faz 18 anos que participo do CCI, e esses últimos anos fomos bem cuidados. Lá no CCI a gente faz bordado, pintura, jogos, boneca de lã e jogo dominó. Até hoje eu tenho a primeira boneca de lã que fiz lá no CCI.

Minha infância

Publicado em 19 de fevereiro de 2011
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Yolanda Poci
Nasceu em Registro em 29 de maio de 1939. Foi diretora da Secretaria de Educação. Hoje é Chefe do Serviço Técnico Pedagógico do Departamento Municipal de Educação.

Meu avô comprou terras aqui na região, por volta de 1890. Teve oito filhos. Meu pai é o terceiro filho da família. Foi ele que manteve os bens do meu avô. Terras onde se plantava cana, arroz, café. Eles fabricavam pinga também que era vendida para Santos. O sítio do meu avô ficava à margem do Rio Ribeiro. Barcos de grande calão chegavam até o Porto de Registro. Com a morte do meu avô o sítio foi dividido.

A família da minha mãe é de italianos. Vieram para Pariquera Açu, onde já havia um colônia de italianos. Vieram para Registro em 1935. Aí meus pais se conheceram e casaram.

Tive uma infância maravilhosa. Fomos criadas com muita fartura, muitas frutas, queijos. Era muito divertido, brincar entre os animais, bezerro, cavalo. Com nove anos nós mudamos para o centro da cidade. Nessa época já existia a igreja matriz São Francisco Xavier. Quando minha mãe veio para cá era uma Capelinha de São João, por conta das famílias de maçons. São João Batista é padroeiro da maçonaria. Depois mudou para Catedral, quando os japoneses chegaram aqui.

Nós tínhamos rede de telefone, inclusive no sitio do meu avô. Eu lembro da minha avô falando naquele telefone de bocal. Barcos movidos a roda…as pessoas iam para Iguape de navio. Coisas que não existem mais só na memória da gente. Os sabores disso ficaram na alma!

Na época existia a fábrica Peixe, eles industrializavam palmito e depois goiaba. Eu me lembro muito do cheiro. O produto era levado para São Paulo numa estrada muito precária. Existia também, a família Jafé, que se instalou nas imediações da ponte, ali era a fábrica Jafé, fiação de seda. Criavam amoreira e cultivavam casulos. Isso foi muito importante para a economia da região.

Estudei num colégio de freiras, São José. Eram freiras muito dedicadas, da Congregação do Verbo Divino. Ali a gente aprendeu além do conteúdo natural, aprendemos, corte costura, violino, piano, datilografia. Subsídios maravilhosos. Era uma escola democrática, tinha gente de dinheiro e também as crianças que estudavam com bolsa.

Eu tenho muito orgulho em ter entre meus melhores amigos, japoneses. A gente aprendeu muita coisa com eles. Por exemplo na alimentação, não se comia tomate, pepino era com muito medo. É uma raça feita para o trabalho. Eles não aceitavam muito visita durante o dia, pois estavam trabalhando e de noite dormiam. As famílias aqui não tinham o costume de se visitar.

A primeira festa do Chá me marcou muito. Depois da banana veio o chá. O seu Kamoto trouxe uma semente de chá dentro de um pão, fez as mudas e aí nasceu a cultura do chá. Eles resolveram fazer uma festa para comemorar. Eu acredito que em 1952, por aí. As moças eram convidadas a participar como Rainhas. Em casa éramos três moças e estávamos sempre envolvidas. Era rainha, princesa do chá. Existem essas fotos.

Eu gosto muito de caminhar pela rua e conversar com as pessoas. Eu saio as 8 da manhã e se não me policiar chego oito da noite!

Museu em Rede visita Registro

Publicado em 18 de fevereiro de 2011
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Neste fim de semana, dias 19 e 20 de Fevereiro de 2010, o projeto Museu em Rede estará na cidade de Registro. A equipe do Museu em Rede colherá depoimentos em vídeo dos moradores sobre a história da cidade e fatos marcantes, além das histórias dos moradores da região.

Quer contribuir? Estaremos no coreto da Praça dos Expedicionários, das 9h às 17h, no Sábado e Domingo. É só passar lá para saber como gravar seu depoimento. Se você preferir, pode nos enviar também um depoimento escrito ou em vídeo através deste link.

Museu em Rede visita Eldorado

Publicado em 10 de fevereiro de 2011
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No próximo fim de semana, nos dias 12 e 13 de Fevereiro, o projeto Museu em Rede visitará a cidade de Eldorado. Eldorado é a segunda cidade a ser visitada e estaremos no coreto da Praça Nossa Senhora da Guia Sábado e Domingo das 9h às 17h.

A cidade de Eldorado é uma estância turística e está ao sul do estado de São Paulo, no Vale do Ribeira. Possui cerca de 14 mil habitantes e tem como atividade econômica principal o turismo. Sua atração mais conhecida é a caverna do Diabo.

Se você é morador de Eldorado e tem uma história interessante para contar, apareça e contribua para preservar a história de Eldorado e a sua também!

Fotos de Eldorado

santuário da nossa senhora da guia

Santuário Nossa Senhora da Guia

Caverna do Diabo

Caverna do Diabo

Museu em Rede visita Sete Barras

Publicado em 3 de fevereiro de 2011
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O projeto Museu em Rede está para começar e a primeira cidade que iremos visitar é Sete Barras. O pessoal do Museu em Rede estará na cidade no Sábado e Domingo (5 e 6 de Fevereiro) no coreto da Praça Rua José Carlos de Toledo, das 9h às 17h.

Se você, morador de Sete Barras, tem uma história interessante para contar, passe lá no Museu em Rede para gravar um depoimento! Sua história – e a da sua cidade – ficarão para sempre preservadas como patrimônio cultural de Sete Barras.

Aproveitando, para inspirá-lo em algumas das histórias, algumas fotos de Sete Barras:

Iguape

Publicado em 27 de janeiro de 2011
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Iguape é um município do estado de São Paulo na região do vale do Ribeira e possui cerca de 28 mil habitantes.

Iguape abriga em seu território aproximadamente 70% de área natural protegida, que inclui a Estação Ecológica dos Chauás e cerca de 85% da Estação Ecológica Juréia-Itatins, além de estar parcialmente em Área de Proteção Ambiental. Além das belezas naturais, possui atrativos culturais, históricos e religiosos.

As principais atrações turísticas de Iguape, também conhecida como a “Princesa do Litoral”, vêm justamente da cultura tradicional, da herança histórica, das belezas naturais e da fé, que leva milhares de romeiros a festejarem o Bom Jesus de Iguape.

Mapa da localização de Iguape

Crédito do mapa: imagem extraída da Wikipédia, sob licença CC BY-SA 3.0, de autoria de Raphael Lorenzeto de Abreu.

Crédito das fotos: Imprensa/ Prefeitura

Eldorado

Publicado em 27 de janeiro de 2011
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Eldorado é um município do estado de São Paulo localizado no vale do Ribeira e possui 14.645 habitantes, segundo o censo do IBGE realizado em 2010.

A principal atividade econômica de Eldorado é o turismo. Eldorado é considerado uma estância turística e sua atração principal é a Caverna do Diabo localizado no Parque Estadual de Jacupiranga (foto abaixo).

O nome do município tem a ver com a lenda do Eldorado, mítica região localizada no continente americano em que o ouro é uma riqueza abundante. A cidade tem em sua história inicial a exploração do ouro na região do vale do Ribeira.

Mapa com localização de Eldorado

Crédito do mapa: imagem extraída da Wikipédia, sob licença CC BY-SA 3.0, de autoria de Raphael Lorenzeto de Abreu.

Crédito das fotos: Imprensa/ Prefeitura

Matéria da TV Tribuna

Publicado em 22 de janeiro de 2011
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A ideia do projeto “Museu em Rede” é resgatar a história da cidade ouvindo quem mais sabe sobre elas: os próprios moradores.

Na parte técnica, cinegrafistas, diretor e um bate-papo descontraído com quem quer falar, contar o que viveu em Eldorado. A produção é um documentário que deixa o morador bem à vontade. Tudo é registrado na hora e vai sendo colocado na internet. “Esse conteúdo que editamos, mandamos pra São Paulo e eles distribuem pra rede, são trechos mais importantes da entrevista”, conta o produtor Ricardo Nunes. Veja mais aqui