Tag: prefeitura

Júlio Alves, Funcionário Público

Publicado em 29 de abril de 2011
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Júlio Alves, funcionário público, Sete Barras.

Sou bastante preocupado com a questão ambiental e quando entrei na prefeitura fui para o departamento ambiental, hoje trabalho em um outro setor mas continuo dando apoio ao departamento ambiental nas horas que tenho de folga.

Maria Elizabeth, Prefeita

Publicado em 30 de março de 2011
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Primeiro mandato não fiz campanha com dinheiro, nada, nada. Os dois mandatos de veradora. Tanto é que depois quando eu me candidatei a vice prefeita eles iam lá no comércio “vamos lá, ser prefeita” e eu “não, prefeita é um passo muito largo.”

Maria Elizabeth nos conta sua trajetória política até se tornar prefeita, as dicriminações que sofreu e um pedaço da sua vida

Sandra Kennedy Vianna

Publicado em 21 de março de 2011
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Meu pai trabalhava com café no sul de minas, e era mesmo natural que quisesse um filho homem para ajudar na lavoura. Aí veio eu, Sandra. Depois veio Simone, Cibele, depois Soraya, depois Cintia. 5 mulheres!

Sandra, a prefeita de Registro, nos conta um pouco da sua infância e um pouco da sua trajetória política

José Lourenço de Souza, Secretário do Governo

Publicado em 17 de fevereiro de 2011
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Política é algo que vem de gerações. Meu pai era primo do grande prefeito Joaquim Manoel de Souza. E assim nós acabamos entrando no mundo da política e fazemos aquilo que gostamos.

José Lourenço de Souza conta um pouco da saga de sua família em Sete Barras e também se orgulha da retomada de uma antiga tradição

Marcelo Plácido de Oliveira Marques

O prefeito

Publicado em 14 de fevereiro de 2011
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Donizete Antônio de Oliveira
Nasceu em Eldorado, 11/11/1960. É prefeito da cidade.

Eu vim da zona rural, família humilde com 8 homens e 1 mulher. A gente gostava de pescar muito, virar canoa no meio do rio, correr em cima de latão com ele rolando…muitas brincadeiras. E como minha mãe sempre foi doente, eu aprendi um pouco de tudo, até a costurar, essas coisas. O terreno era tão pequeno que meu pai falava que se tivesse que ficar todos dentro do terreno de casa mais as vaquinhas, uma delas ia ter que ficar com o rabo de fora!

E nesse lugar eu morei até os 15 anos. Aí eu vim pra Eldorado com meu irmão, pra cidade mesmo. Vim da roça pra um serviço completamente diferente. Fui trabalhar de office boy. Foi quando eu me mudei pra Registro pra fazer contabilidade.

Foi depois de formado que fui trabalhar como tesoureiro na prefeitura. Fui trabalhando em outros serviços até que 88 eu me candidatei a prefeito. Nem pra vereador fui. Eu não queria a política no começo, porque não gosto de briga. Mas eu estava no meio político e acabei saindo pra prefeito. E na ocasião briguei com os coronéis. Perdi por 93 votos e dei um susto nos adversários.

Aí fui trabalhar com a comunidade, trabalhar na Santa Casa e fazer um programa de auxílio. A gente fazia troca de jornal por osso pra fazer sopa pra doente, por exemplo. Conseguimos várias conquistas dessa forma. A primeira cirurgia de cesariana e depois laqueadura foi nessa época, e foi a da minha esposa! Eu tinha que dar o exemplo.

E acho que devido a esse trabalho que eu acabei me envolvendo cada vez mais com a comunidade, com a população, o que me alavancou bastante na política até eu virar prefeito em 92. E hoje acho mesmo que dentro dos limites de cada prefeito a cidade foi crescendo, melhorando. Hoje até ganhamos esse novo nome: somos uma estância turística!

Jornal

Publicado em 13 de fevereiro de 2011
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Benedito Passos Ferreira
Nasceu em Eldorado, 09/05/1952. É jornalista.

Meu pai é muito conhecido aqui em Eldorado. Seu apelido é Dodoca, foi o maestro da banda daqui por muito tempo. Eu não o conheci porque ele morreu depois de 3 meses que eu nasci, mas minha mãe dizia que ele era muito bom trompetista. Tocava na banda e ensinava os alunos daqui.

Tinha muita presença dele na minha casa de infância porque meu pai que havia projetado a casa. Ele trouxe um pintor de Iguape, então havia várias paredes com desenhos pintadas à mão. E nos arredores dessa casa a gente brincava. Gostava muito de ler também. Com 9 anos eu li Machado de Assis. Esse gosto por ler me levou a fazer jornalismo em São Paulo. Lá em estudava de dia e trabalhava de noite. E fiquei 16 anos. Casei, tive um filho, que foi assassinado em Santos e depois tive mais um casal de filhos.

Eu voltei pra cá porque eu senti falta da minha cidade, dos meus amigos, da minha mãe. Aí fundamos um jornal daqui, que virou regional, chamado Jornal da Hora. E trabalhava aqui de jornalista mesmo. Nesse jornal eu lembro que eu pegava muito no pé do prefeito daqui até que ele começou a me processar. Nessa época eu defendia a cidade com unhas e dentes. Sempre gostei muito da cidade. Tanto que o que hoje eu tenho um outro jornal que chama Porta Voz, que eu escrevo a história e os causos de Eldorado. Isso eu gosto muito da parte da cidade. Estou até escrevendo um livro de memórias.

Mas o que eu mais gosto da cidade é a parte do sítio. Ver o rio, ouvir o passarinho, cavernas, tudo isso. Uma vez eu e um amigo fomos pra Cananéia e pegamos o ferry boat pra atravessar e o meu amigo esquecer o sapato na beira do mar, que a maré levou o sapato dele. Ele voltou descalço. Esse tipo de coisa que eu gosto, de ficar no sítio, ter essas histórias. Esse é meu sonho daqui pra frente.