Tag: roça

Gaspar Furquim

Publicado em 3 de maio de 2011
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Gaspar Furquim, 70 anos, morador da comunidade quilombola.

Meus pais sempre trabalharam na roça para nos criar, eram doze pessoas na família, depois que estavámos todos criados quem foi trabalhar na roça fomos nós.
Plantávamos feijão, milho, arroz, café e cana e vivíamos destas plantações. Depois de todos casados e com filhos, criamos todos com as mesmas tradições de nossos pais.

Walter de Lima, Pescador e Produtor Rural

Publicado em 29 de março de 2011
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O fandango é uma coisa muito interessante e naquela época para nós ele funcionava da seguinte coindição: era uma diversão, um tipo de uma festa para a gente brincar e ele fazia parte do nosso trabalho também.

Walter nos conta como os pescadores tiravam as canoas da mata e como virou luthier

Elias Teixeira, Vereador

Publicado em 28 de março de 2011
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Meu pai teve comércio por 30 anos, minha mãe sempre foi dona de casa e meu pai foi comerciante. Hoje em dia é supermercado, é mercado, é sacolão, mas na época não, na época era Secos e Molhados.

Elias nos conta um pouco da vida da sua família e um pouco sobre seus sonhos.

João Rodrigues Pereira

Publicado em 18 de março de 2011
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Sai do sítio e fui trabalhar na CCB, a companhia que fez a BR 116. Deixei de estudar e vim trabalhar na companhia. Quando ia fazer a vistoria, ia com um jipe 54, ele não andava 3 quilômetros e quebrava, só que a gente tinha que andar 10, 15, 20 25 quilômetros. Aí a gente ia a pé, atravessando brejo, rio, pegando canoa, carona, o que fosse.

Jão Rodrigues nos conta um pouco da sua trajetória profissional e da história da sua família

Nair da Silva

Publicado em 14 de março de 2011
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Quando cheguei aqui achei estranho, não conhecia nada, mas fui bem acolhida pelas colegas da minha madrasta e do meu pai. Eu não trouxe nada, cheguei aqui sem nada, mas de repente meus filhos estavam todos vestidinhos.

Nair da Silva nos conta como foi sua chegada a Registro e alguns pedaços da sua vida.

Donizete de Oliveira

Publicado em 11 de março de 2011
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Os primeiros dias quando eu comecei a trabalhar nos escritório foi uma prisão. Sou acostumado com sítio, roçar, carregar banana no ombro. Então passar a ficar dentro de um escritório, só de vez em quando ir para a rua, foi uma adaptação difícil.

No sítio a gente não sente gente

Publicado em 2 de março de 2011
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Perolina Alves de Oliveira
Nasceu em 10/03/1939 em Barra de São Francisco. Produtora rural.

Nunca fui na escola, não tinha onde estudar. Ninguém sabia pra poder ensinar o outro. Eu conheço todas as letras, o ruim é juntar pra dizer o nome lá na frente. Quando o nome é curto, eu digo, como o arroz, açúcar, o café, banco. Não sendo nome grande, eu leio.

Em casa trabalho na roça, capinando mandioquinha. Hoje não planto quase nada por causa da idade. É tudo pago. É gente nova que planta tudo. A minha casa é bem arrumadinha, mas queria morar no meio de gente, mais perto de gente. No sítio a gente não sente gente.

Roça

Publicado em 19 de fevereiro de 2011
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Nair da Silva Pereira
Dona Náia, nasceu em Teófilo Otônio, Minas Gerais em 10 de agosto de 1947. Mudou-se para Registro em 1980. Trabalha na roça.

Desde criança e toda vida eu trabalhei na roça durante a semana. De sábado era dia de arrumação da casa. Domingo era a folga eu ia na missa. Eu não tive infância, fui criada com a madrasta que não deixava eu ter muito contato com as outras pessoas. Casei menina virgem com dezenove anos. Vivo até hoje com meu esposo. Lua de mel nossa foi a enxada.

Quando eu cheguei em Registro achei estranho, mas fui bem recebida. Minha filha morreu aqui. O doutor disse que não precisava internar, quando deu oito dias, disseram que tinha que internar, aí ela morreu. Se eu fosse mais ativa teria processado o médico. Vim sem nada. Os meus filhos foram trabalhar com os japoneses. Quando era sábado eles assinavam a folha e recebiam. E eu ficava na roça com meu esposo. Eu plantava arroz, feijão, milho, de tudo um pouco. Hoje eu só fico na horta.

Eu acho que tenho muito sonho, mas realizado é pouco. Meu sonho é ter uma casa arrumada. E quando eu tiver perto de despedir, gostaria de dar a cada filho um pedaço da casa para não dar briga.

Nilce Ayako Miashita, Prefeita

Publicado em 18 de fevereiro de 2011
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Meus pais vieram para cá para trabalhar na roça, e eles trabalhavam muito. Eram daqueles que achavam ruim quando anoitecia, porque queriam trabalhar mais. Mas a educação que eles deram pros filhos, o orgulho que eles sentiam dos filhos era também muito grande.

Nilce Ayako conta sobre a chegada dos seus pais a Sete Barras e também um pouco da sua própria trajetória.

Marcelo Plácido de Oliveira Marques