Tag: Vale do Ribeira

Meu sonho é ver o povo mais unido!

Publicado em 23 de março de 2011
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Maria Elizabeth Negrão Silva
Nasceu em Taguarituba em 16 de outubro de 1950, migrou para Iguape em março de 1967. Prefeita.

O meu pai trabalhava na antiga Empresa Sorocabana e era conferente de café. Como ele gostava de mudar de cidade, ele sempre pedia transferência de um lugar para o outro. A cidade onde mais ficamos foi Iguape.

Quando eu tinha 8 anos, minha mãe morreu na gravidez do nono filho. Eu e os meus irmãos tivemos que assumir a responsabilidade de cuidarmos uns dos outros e da casa. Dois anos depois da morte da minha mãe, meu pai se casou com uma prima e nós tivemos uma madrasta muito má. Quando o meu pai percebeu o que ela fazia conosco, se separou. Foi aí que nós viemos para a Região do Vale do Ribeira. Cheguei a Iguape com 16 anos. Nessa época, moramos em uma casa na beira do vale, com um senhor que nos recebeu muito bem.

O meu primeiro emprego foi de professora após me formar no Normal. Dei aula por alguns meses, depois fui trabalhar no comércio do meu atual marido, naquela época ainda não era meu namorado. Eu trabalhava sem compromisso dirigindo o carro e fazendo as entregas. Depois de alguns anos, nos casamos.

Depois de 30 anos no comércio, trabalhando com o meu marido, eu comecei a minha vida de política. Eu era conhecida pelas pessoas por causa do comércio, eu ia às comunidades fazer as entregas. Fui candidata à vereadora e tive dois mandatos, fui presidente da Câmara, depois vice-prefeita e, agora, prefeita.

Eu nunca participei de associações e organizações, eu me aproximei da política através do convite do meu cunhado, marido da minha irmã. Por volta dos 45 anos, fui vereadora pela primeira vez.

Eu fui a primeira prefeita mulher do município e, antes, fui a primeira mulher presidente de Câmara Municipal. O pior foi no palanque político: teve um candidato que mandou eu ir para casa varrer, ir atrás do fogão e do meu comércio. A população, inclusive os homens, me apoiaram diante disso.

Meu sonho é que existisse mais amor e ver o povo mais unido.

Francisco Teixeira de Oliveira, agricultor

Publicado em 15 de fevereiro de 2011
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Sete Barras é uma região histórica e que foi explorada nos tempos da colonização devido às facilidades de transporte (dos rios) na bacia do Vale do Ribeira.

Francisco conta também sobre duas versões para o nome de sua cidade: Sete Barras.

Irmã Ângela

Publicado em 12 de fevereiro de 2011
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Maria Antonieta Biagioni (Irmã Ângela)
Nasceu em Ipuiúna-MG em 11/12/1942. Mudou-se para Eldorado-SP em 07/02/1990. É freira e assistente social.

Eu sou de uma congregação religiosa conhecida por Irmãs Pastorinhas. Quando as irmãs faziam os votos, elas mudavam os nomes, e eu escolhi o nome do meu pai, Ângelo, Meu pai era comerciante, uma pessoa muito alegre, de muitos amigos. E eu tinha uma afinidade muito grande com ele, e por isso escolhi o nome dele.

Quando eu era pequena e morava com meus pais em Ipuiúna, no sul de Minas. Era uma cidade pacata, e não tinha muitas oportunidades. E quando eu terminei os primeiros estudos, com 12 anos, eu entrei pra congregação e lá terminei estudos e fiz faculdade. Isso vinha da família, porque eu já tinha uma prima que era de uma outra congregação. Eu gostava do jeito que ela vivia, o que ela fazia. Tinha o incentivo.

Eu queria trabalhar com comunidades, e a minha congregação tem esse lado. Eu então entrei, passei por todos os processos, passando pelo aspirantado, noviciado, os votos temporários e depois os perpétuos e estou até hoje.

A minha congregação já estava em Eldorado desde 1986. Volta e meia eu vinha fazer uma visita pras irmãs aqui. Eu gostava da região, do povo. Nosso trabalho aqui começou com os trabalhadores rurais e aquilo me cativou. Apesar de eu não entender muito sobre a Pastoral da Terra, as comunidades remanescentes de quilombo. Eu fui entendo melhor a história do Vale do Ribeira e percebi que aqui poderia ser o lugar onde eu iria viver esse meu carisma de ajudar os mais necessitados, de trabalhar com as comunidades.

Quando eu cheguei, as comunidades viviam muito isoladas. As estradas eram ruins e quando chovia não se passava. No comércio, você pedia o produto e a pessoa do balcão te dava. Não se tocava nos produtos. Eldorado evoluiu muito desde então. Mesmo as comunidades quilombolas nem sabiam que a Constituição de 88 garantia para eles a manutenção da sua cultura. Sabiam que eram terras de negros, mas não se vinculavam com a lei. Passamos então a organizar essas comunidades para que elas possam ter direito à terra e serem reconhecidas pelo Estado. Esse então é meu trabalho não só como irmã, mas como assistente social também.

E em paralelo a isso, fazemos um trabalho com os ameaçados por barragens, pra ajudar as comunidades ribeirinhas que serão inundadas e também para proteger o meio ambiente. É um movimento radical, cujo slogan é “Terra sim, barragem não”. Temos resistido a essas barragens, até porque a energia produzida aqui não ficará aqui.

Então, aqui no Vale do Ribeira, além de tudo o que eu faço, eu também reencontrei partes da minha infância. Por exemplo: quando eu vivia em Minas, tinha banda de rua. Eu já não tinha mais visto isso, e quando cheguei aqui, revi uma banda e fiquei tão feliz! Revivi uma parte da minha história. A região me cativou, vivo em sintonia com ela. Aliás, todas as irmãs que passaram por aqui foram muito bem acolhidas pelo Vale do Ribeira.

Escola

Publicado em 11 de fevereiro de 2011
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André de Oliveira Rosa
Nasceu em Sete Barras, em quatro de junho de 1923. É aposentado e sempre trabalhou na fazenda.

Eu fui para a escola, minha infância foi difícil, mas eu lembro com saudade. Era um percurso de três a quatro quilômetros, não tinha estrada, não tinha nada. Eu me lembro da minha vó que morava aqui em Sete Barras, eu tive muito tempo com ela, eu vinha para a escola andando e por alguns tempos ficava morando com ela. Ela morava em um sobrado aqui em Sete Barras, pedia para que eu ajudasse a varrer a casa… Ela me tratava com o maior carinho, nunca ela me deu uma chinelada.

Vale do Ribeira

Publicado em 11 de fevereiro de 2011
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Augusto Amadeu Torres
Nasceu na Lapa em São Paulo, em três de julho de 1939. Mudou-se para Sete Barras em 1986. É aposentado e poeta.

Era sabido, na época, que o Vale do Ribeira era a região mais pobre do Brasil. E que a as políticas públicas para o Vale eram mínimas, praticamente inexistentes. O agricultor, o pequeno agricultor vivia num abandono, como vive até hoje, mas melhorou um pouquinho.

Museu em Rede visita Eldorado

Publicado em 10 de fevereiro de 2011
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No próximo fim de semana, nos dias 12 e 13 de Fevereiro, o projeto Museu em Rede visitará a cidade de Eldorado. Eldorado é a segunda cidade a ser visitada e estaremos no coreto da Praça Nossa Senhora da Guia Sábado e Domingo das 9h às 17h.

A cidade de Eldorado é uma estância turística e está ao sul do estado de São Paulo, no Vale do Ribeira. Possui cerca de 14 mil habitantes e tem como atividade econômica principal o turismo. Sua atração mais conhecida é a caverna do Diabo.

Se você é morador de Eldorado e tem uma história interessante para contar, apareça e contribua para preservar a história de Eldorado e a sua também!

Fotos de Eldorado

santuário da nossa senhora da guia

Santuário Nossa Senhora da Guia

Caverna do Diabo

Caverna do Diabo

Poetisa

Publicado em 6 de fevereiro de 2011
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Francisca Ferreira de Melo ( Mãe Chica da Mata)

Nasceu em 04/10/1946, em Mata Grande, Alagoas. Mudou-se para Sete Barras em 1986. Poetisa, cantora e atriz.

Minha Querida Sete Barras

Tuas montanhas circundantes
Que inebriam os visitantes
Minha mestra, minha amiga
Foi aqui que renasci

Agradeço a natureza
Que com seu manto verde de nobreza
Faz sonhar os poetas
que descrevem tua beleza

As margens do grande rio
Fico horas a meditar.

Lenda no morro do Votupoca

Publicado em 6 de fevereiro de 2011
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Camilo Aparecido de Almeida
Nasceu em Sete Barras em 12 de Outubro de 1966. É aposentado e mantém um blog sobre o Vale do Ribeira.

No morro do Votupoca, conhecido como vulcão, tinha uma gruta. Contavam que nessa gruta tinha uma serpente de duas asas, ela voava e pegava carneiros e porcos. As pessoas não se importavam, até as crianças começarem a sumir. A lenda diz que chamaram um benzedeiro e a serpente nunca mais voltou…

Sete Barras era só na rua do rio

Publicado em 6 de fevereiro de 2011
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Antônio de Jesus Oliveira
Nasceu em Sete Barras no dia 31 de Julho de 1941. É sapateiro.

Sete Barras era só na rua do rio, onde ficava a balsa. O maior comércio estava lá. Lá ficava o Porto de Vapor e depois passou para o Porto da Lancha. Era lá que se transportava as pessoas, arroz e banana. No Porto de Vapor transportava-se arroz e no da Lancha, bananas. As bananas saiam daqui e iam para Juquiá e de lá para o Porto de Santos, que exportava principalmente para a Argentina.

Banda de Sete Barras

Publicado em 6 de fevereiro de 2011
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Celso Santana de França
Nasceu em Sete Barras, em 12 de Outubro de 1930. É aposentado e presidente da Banda de Sete Barras.

Todo mundo vinha de canoa para a festa de São João Batista. Aos 15 anos eu tinha acabado de entrar na banda, toquei subindo o morro inteiro, nunca estudei música, aprendi com meu padrinho.

Diz a lenda que um espanhol veio para cá e achou 7 barras de ouro

Publicado em 5 de fevereiro de 2011
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Toraju Endo
Nasceu no Japão, Ogoi- Machi, Provincia Hukashima, em 01/04/1936. Imigrou para o Brasil em 1957. Aposentado

Aquela época era muito bom. Bananeiro estava muito contente. Era a época de exportação da banana. Com as enchentes dos anos 70 as plantações acabaram. Bananeiro ficou triste.

Diz a lenda que um espanhol veio para cá e achou 7 barras de ouro. Como queria fugir da fiscalização perguntou para um índio qual caminho poderia fazer. O indío disse que tinha mais ouro na região e que poderia guardar as Sete Barras na aldeia “Ointã Hogua”. Depois de um tempo voltou na aldeia e o ouro não estava mais lá. Ficou sem nada e foi embora.

Os primeiros depoimentos de Sete Barras

Publicado em 5 de fevereiro de 2011
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Os primeiros depoimentos de Sete Barras já foram colhidos. O trabalho só está começando pois o Museu em Rede ficará na cidade todo o fim de semana, na coreto da Praça Rua José Carlos Toledo. Veja o perfil dos moradores que falaram com o Museu em Rede. Em breve vídeos.

Francisco Teixeira de Oliveira
Nascido em 12/12/1926 no Quilombo de Sete Brarras, agricultor.

No século XVI já se plantava arroz na capitania de São Vicente. Um dos primeiros produtos de exportação do Brasil saiu do Vale do Ribeira, o arroz, para a Europa. Antes era tudo arroz. Foi a época boa da região. Quando faliu o arroz, a agricultura ficou negativa.

Ana Maria Rosa dos Santos
Nasceu em Sete Barras em 11 de abril de 1959, é secretária de assistência social de Sete Barras.

Uma das lembranças mais lindas que eu tenho da minha infância em Sete Barras eram as bonecas feitas de palha, palha de milho. Eram os presentes mais lindos que eu ganhava que uma pessoa podia ganhar.

Sete Barras

Publicado em 1 de fevereiro de 2011
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Sete Barras é um município do estado de São Paulo, localizado na região do vale do Ribeira e com população estimada de cerca de 13 mil habitantes.

Diz a lenda que o nome Sete Barras deve-se a sete barras de ouro enterradas por um explorador espanhol, que ainda estão sob o solo em alguma parte do município. O ouro foi enterrado em uma tentativa de evitar o pagamento de impostos ao governo português. O explorador nunca mais encontrou tais barras de ouro e essa história posteriormente deu nome à cidade.

Sete Barras tem como atividade econômica principal a agricultura. O principal produto é a banana, usada principalmente para exportação. As atividades comerciais e industriais giram ao redor da produção de banana. Também explora-se o palmito pupunha em menor proporção. Além disso, o parque Carlos Botelho é uma opção de turismo na cidade (foto abaixo).

Mapa com localização de Sete Barras

Crédito do mapa: imagem extraída da Wikipédia, sob licença CC BY-SA 3.0, de autoria de Raphael Lorenzeto de Abreu.

Crédito das fotos: Imprensa/ Prefeitura

Registro

Publicado em 27 de janeiro de 2011
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Registro é um município do estado de São Paulo, localizado no vale do Ribeira e conhecido pelo apelido de capital do Vale do Riberia e capital do chá. Possui, segundo o censo 2010 do IBGE, 54.279 habitantes.

Registro já foi posto de registro do ouro retirado da região. Hoje é grande produtor de chá e outros produtos agrícolas como banana, arroz e junco.

Mapa com a localização de Registro

Crédito do mapa: imagem extraída da Wikipédia, sob licença CC BY-SA 3.0, de autoria de Raphael Lorenzeto de Abreu.

Eldorado

Publicado em 27 de janeiro de 2011
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Eldorado é um município do estado de São Paulo localizado no vale do Ribeira e possui 14.645 habitantes, segundo o censo do IBGE realizado em 2010.

A principal atividade econômica de Eldorado é o turismo. Eldorado é considerado uma estância turística e sua atração principal é a Caverna do Diabo localizado no Parque Estadual de Jacupiranga (foto abaixo).

O nome do município tem a ver com a lenda do Eldorado, mítica região localizada no continente americano em que o ouro é uma riqueza abundante. A cidade tem em sua história inicial a exploração do ouro na região do vale do Ribeira.

Mapa com localização de Eldorado

Crédito do mapa: imagem extraída da Wikipédia, sob licença CC BY-SA 3.0, de autoria de Raphael Lorenzeto de Abreu.

Crédito das fotos: Imprensa/ Prefeitura